Cusco vai deixar você sem fôlego! – Por Sabrina Saraiva

Para quem desbravou  Machu Picchu, a cidade de Cusco é  ponto de descanso, mas é também um lugar interessantíssimo para fazer outros diversos passeios.

Na praça, vale a pena sentar-se em um banquinho para contemplar a beleza da cidade que mescla arquitetura inca e espanhola.

Cusco vai deixar você sem fôlego! Pela altitude, morros e, claro, pela beleza!

A cidade é bem pequena e dá pra ser explorada toda caminhando. Em um dia dá pra ver tudo com calma.

Cusco é bem simples mas é bem segura e o povo pacífico.

É bem legal ir subindo pelas estreitas ruas

Dica: Os voos para Cusco partem de Lima com frequência de hora em hora e são operados por diversas cias aéreas como, por exemplo, a Peruvian Airlines.

Como Cusco está a 3400 metros de altitude você precisa tomar muitos líquidos e o chá de coca para dilatar os vasos sanguíneos é uma ótima opção para não ter  o famoso “mau da altitude”.

Caminhei pela cidade para curtir o clima que é extremamente turístico e rústico!

“Qorikancha”, o Templo do Sol, era um centro religioso Inca. Foi construído pelo imperador inca Pachacuti e possui uma arquitetura grandiosa, feito de pedras polidas que foram perfeitamente encaixadas.

GASTRONOMIA EM CUSCO

MAP Café
Para quem gosta de se aventurar pela gastronomia local, o MAP é um lugar imperdível!

O restaurante é muito tradicional e uma ótima opção para fugir de comércios barulhentos e lotados de turistas.

Ele fica no pátio interno do Museu de Arte Precolombiano de Cusco. Então o ambiente por si só já é mais tranquilo para ter uma refeição calma no meio da viagem.

O menu do lugar é focado na gastronomia peruana com muitas opções de pratos com peixe e carne, todos bem temperados.

Restaurante Cicciolina

Localizado no coração de Cusco, na parte mais agitada da cidade, o Restaurante Cicciolina fica em um pátio colonial, junto à charmosas lojinhas de arte e antiguidades.

Um local interessante para quem está conhecendo a cidade a pé pois aproveita para ver um pouco da cultura local nos arredores.

Sendo um dos restaurantes mais procurados na cidade, a casa está sempre cheia de vida.

Para garantir a entrada, especialmente na hora do jantar, é recomendado fazer reserva ou chegar bem cedo.

Machu Picchu, uma cidade dos Deuses – Por Sabrina Saraiva

Logo que acordamos para tomar o café da manhã, minha vontade era de pular essa etapa e correr direto para o micro-ônibus que nos levaria à entrada de Machu Picchu.

As curvas sinuosas beirando precipícios e aquela mata fechada, quase intocada, já mostrava sinais de que a cidade inca iria superar minhas expectativas, que já eram altas, quase tão altas como a altitude de Cusco.

De início, a cidade perdida dos Incas estava tímida e se mostrava apenas de relance por entre a neblina e as nuvens que passavam por ali, mas à medida que o sol surgia, ela começava a mostrar os sinais de sua grandeza…

Se você curte história ou quer entender um pouco mais sobre como funcionava a citadela e sua importância dentro do império Inca, eu recomendo a contratação de um tour guiado, de preferência com um guia credenciado. Sem uma boa explicação, Machu Picchu perde boa parte da sua graça e magia. Se você preferir contratar na hora, na própria entrada do parque, saiba que existem diversos guias esperando pelos turistas na porta.

Durante o passeio, aprendemos muitas histórias e detalhes sobre arquitetura, hidráulica e sistemas de irrigação, astronomia, cultura Inca e suas tradições. Uma verdadeira aula em que pudemos perceber como tudo o que havíamos visto em Lima, em Cusco e no Valle Sagrado finalmente se encaixava em Machu Picchu.

Mesmo com toda destruição que o império espanhol trouxe à cultura Inca, Machu Picchu conseguiu escapar quase intacta graças à densa floresta que a cercava (e cerca) até hoje. Sorte nossa 😀

Dizem também que, ao ser descoberta pelo americano Hiram Bingham, diversas peças incas foram perdidas, roubadas ou levadas embora da cidade por ele e pela sua equipe. Estima-se que mais de 4000 peças estão distribuídas entre universidades e museus dos EUA.

Infelizmente, nem tudo são flores no antigo reino Inca. Apesar de ter sido declarada uma das “Novas Sete Maravilhas do Mundo” em 2007, Machu Picchu está na lista da Unesco como um dos patrimônios da humanidade que estão ameaçados.

Chegar onde eu desejasse com as minhas próprias pernas, me exigiu bastante! Muitas vezes era evidente os sinais de grande fadiga, afinal são muitas subidas!

Senti muita emoção em estar num dos templos mais místicos e cheios de lendas do mundo.

Eu senti que estar ali, naquele momento, em Machu Picchu, no topo de Huayna Picchu, era um marco na minha vida de turista/viajante.

Fui embora com a nítida sensação de que queria ainda mais, muito mais…

A Cidade de Ollantaytambo e o povo de Águas Calientes – Por Sabrina Saraiva

Chegamos na cidade de Ollantaytambo, um dos pontos de parada para quem visita o Vale Sagrado dos Incas, que contém um impressionante sítio arqueológico. A cidade é muito simpática!

Fiquei impressionada com a lindíssima fortaleza, que tem uma uma vista maravilhosa!

As visitas aos sítios arqueológicos peruanos são realmente muito mágicas: o motivo que me encantou tanto ao conhecer estes locais foi como os incas mostravam respeito pela natureza através do culto aos astros e aos animais, por exemplo.

Ollanta está localizada a 80km de Cusco e a 40km de Machu Picchu. A palavra Ollantaytambo surgiu da combinação de duas outras palavras: Ollantay,  que significa observar, olhar desde o alto e Tambo, que significa albergue, lugar de repouso. Portanto, Ollantaytambo significa ‘lugar de descanso de onde se pode observar desde o alto’. Alto mesmo, já que a cidade fica a 2.792 m de altitude.

Acredita-se que, há muitos séculos, a cidade servia como ‘ponto de descanso’ para aqueles que seguiam no caminho sagrado de Cusco até Machu Picchu.

Ollantaytambo nunca foi desocupada, mesmo com a invasão dos colonizadores espanhóis. A cidade permaneceu habitada durante todos esses anos, ininterruptamente.

Podemos conhecer um altar Inca, típico do vilarejo

Muitas das construções mais contemporâneas foram construídas sobre as antigas estruturas da cidade, remanescentes dos tempos incas. Ollanta foi se remodelando, adaptando, renascendo. E eu achei isso incrível!

CIDADE DE PISAC

As pessoas desta cidade e nas proximidades das comunidades rurais são predominantemente católico, de modo que não são estranha para eles a celebração da Eucaristia. No templo de Pisac se realizada uma missa domincal em quetchua com a presença de prefeitos ou Varayoc vestindo trajes típicos e acompanhada pelo som de pututos (instrumento feito de caracol).

Na praça principal, debaixo de árvores, às terças-feiras, quintas-feiras e domingos, o artesanato que são bem concorridos pela duversa e colorida têxteis, cerâmica decorativa sendo oferecidos lá.

Esta é a cidade inca de Pisac, no sudoeste e no outro lado do rio Vilcanota

O POVO DE ÁGUAS CALIENTES

Chegamos já noite escura em Águas Calientes, que é praticamente uma ilha, separada de todos os caminhos, rodeada de montanhas, penhascos e rios.

Uma vez que você esteja neste pequeno povo estará a poucos minutos do ingresso a Machu Picchu.

Águas Calientes é uma cidade no fundo do vale abaixo de Machu Picchu, também conhecida como Machu Picchu pueblo, mas o nome de Águas Calientes, recebe-o porque, na parte de trás do povo, em um pequeno recanto da montanha, você pode encontrar “águas termais”, ou melhor, águas termoterapêuticas.

Para comer e beber em Águas Calientes:

Águas Calientes tem uma enorme variedade de restaurantes; depois do trem e chegar ao hotel, seu nariz o levará a uma das centenas de restaurantes em Águas Calientes. Você encontrará comida típica de Cusco, comida típica peruana, como “pollo a la brasa”, frango assado, trutas fritas, mas também restaurantes de comida, italiano, chinês, espanhol e outros; Além disso, a fusão destes com pratos e ingredientes peruanos. Lembre-se que você está no Peru, o melhor destino gastronômico do mundo.

HOSPEDAGEM NO HOTEL INKA TIERA

Do trem panorâmico que leva da cidade de Cusco a Águas Calientes, começamos a avistar as pequenas casas e o verde mata da floresta subtropical que ocupa os 5 hectares do charmoso Inkaterra Machu Picchu Pueblo Hotel, onde fiquei hospedada. Ele é uma das três opções de hospedagem da cidadela.

O hotel fica a 4 minutos a pé da estação de trem de Machu Picchu, este hotel elegante em estilo bucólico está situado em meio a 50 mil m² de jardins, a 4 km do Templo da Lua e a 9 km de Machu Picchu.

As comodidades incluem um refinado restaurante-bar com paredes de vidro, vista para o rio Urubamba, um café com telhado de palha e vista para o rio Vilcanota e um spa de luxo.

Confira o vídeo do hotel para conhecer todas as atrações:

Vale dos Incas e o Hotel Explora – Por Sabrina Saraiva

Chegamos ao  Vale Sagrado dos Incas, nos Andes Peruanos, que está composto por numerosos rios que descem por pequenos vales; e possui inúmeros monumentos arqueológicos e povoados indígenas. Um lugar de tirar o fôlego!!

Descobri que este vale foi muito apreciado pelos Incas devido a suas especiais qualidades geográficas e climáticas. Foi um dos principais pontos de produção pela riqueza de suas terras e o lugar onde se produz o melhor grão de milho no Peru.

Típica plantação de milho na região

 

PASSEIO DE BIKE PELA REGIÃO

O passeio de bicicleta foi realmente algo inesperado! A experiência foi tão empolgante!  Um mergulho em uma cultura antiga e interessante, interagindo com a comunidade local!

Olha a nossa turma toda empolgada com a trilha!
Confesso que deu frio na barriga, com medo de a bike derrapar em alguns trechos!
Passamos por essa fonte tem água salgada que sai da montanha! A água é morna, super limpa e filtrada e muito salgada!

 

O LUXUOSO HOTEL EXPLORA

Que privilégio estar hospedada neste magnífico hotel! Rodeado por campos de milho e pelas montanhas dos Andes, este hotel luxuoso com tudo incluído, isolado em um edifício de madeira polida com detalhes em pedra, fica a 42 km do Aeroporto Internacional Alejandro Velasco Astete.  Ele foi projetado como a base para explorar um destino remoto e magnífico: Cusco, Machu Picchu e o Vale Sagrado dos Incas. 

Os quartos simples e aconchegantes estão equipados com teto com revestimento de madeira e não oferecem TV. Todos contam com vista para a montanha e sala de estar. As suítes oferecem áreas de estar.

Como cortesia, são oferecidos traslado para o aeroporto, trilhas guiadas e excursões de bicicleta, além de refeições servidas em um salão/bar com estilo rústico chique. Um casarão colonial restaurado do século 17 abriga spa, piscina externa, sauna seca e úmida. Sujeito a regras de estadia mínima.

 

SALINETAS DE MARAS

Hoje amanhecemos em  Salinetas de Marasal. Por ser época de chuva toda a paisagem está em tons de marrom e são estonteantes! Um lugar mágico cheio de energia!

Aqui é possível ter uma visão espetacular de 5 mil tanques de extração de sal, desde os tempos pré-Incas, que formam uma paisagem inusitada em meio o Vale Sagrado dos Incas.

Para chegar, uma trilha de 4 km com muitas paisagens em meio a natureza e um pouco de esforço físico, ainda mais exigido pela altitude – são mais de 3,3 mil metros acima do nível do mar. A caminhada é recompensada já lá de cima da trilha com as salinas na base de um vale, avançando entre duas montanhas.

Para chegar, uma trilha de 4 km com muitas paisagens em meio a natureza e um pouco de esforço físico, ainda mais exigido pela altitude – são mais de 3,3 mil metros acima do nível do mar. A caminhada é recompensada já lá de cima da trilha com as salinas na base de um vale, avançando entre duas montanhas.

Aqui, o que vale é o contato direto com a natureza e a história. Pois estas terras são habitadas a milhares de anos.

A água salgada é canalizada para 5 mil poços e a partir da evaporação se faz a extração do sal rosa em um espetáculo para se observar de perto.

Por aqui também encontramos plantações de batata, que mais parecem com plantações de flores! Conforme a cor da flor e o tipo de batata!

Aqui a batata e um dos principais alimentos e tem mais 1200 tipos de batata comestível

A batata do Peru chegou à Europa pois os primeiros colonizadores espanhóis que vieram a esta região se encantaram com os campos floridos e levaram as flores/ batata para a Europa para plantar nos palácios.

 

MARAS MORAY – UM LUGAR MUITO INTERESSANTE!

Maras Moray é um estiloso de passeio que envolve ruínas e mistérios. E sou apaixonada por lugares assim, e o Valle Sagrado é prato cheio para o viajante que, assim como eu, gosta de roteiros históricos.

Parei alguns instantes para apenas observar os círculos, imaginando o que tudo aquilo representava.

As teorias são diversas, uns dizem que Maras Moray era um enorme anfiteatro, outros afirmam que em seu centro existiam lutas ou jogos. A presunção mais provável é que ali era uma estação de desenvolvimento agrícola. Ou seja, um laboratório para o desenvolvimento da agricultura.

Vale a pena conhecer? Sim, vale muito a pena ir! É muito interessante e impressionante!

TORITOS DE PUCARA

Os  Toritos de Pucara são conhecidos em muitas partes do mundo, mas esta tradição começou em um “pueblo” chamado Pucara, a 10 Km de Puno, onde pequenos tourinhos eram colocados nos telhados das casas como elemento de proteção e energia para as famílias que nelas moram.

Eles trazem Felicidade, Proteção e Fertilidade a todos os que habitam as casas que os colocam em seus telhados, sendo por isso que é possível vê-los em uma grande maioria das casas do PERU.

 

Uma viagem pelo Peru – Por Sabrina Saraiva

Olá leitores!
Aqui é a Sabrina Saraiva, estou de volta!
Pedi licença novamente para o Fabian, para registrar aqui no blog uma nova experiência de viagem internacional. Desta vez,  estou num dos países com mais potencial turístico da América do Sul: o Peru. Convido vocês a acompanharem esta viagem cheia de descobertas interessantes.
Vamos lá?

 

O CENTRO HISTÓRICO DE LIMA

Um dos passeios mais interessantes da capital Lima é percorrer seu Centro Histórico, um dos maiores das Américas, em busca das memórias coloniais e dos primeiros dias da República. A Catedral, o Convento de São Francisco, o palácio presidencial e a sede histórica da Arquidiocese são alguns dos narradores dessa história.

É no Centro Histórico, o “Cercado de Lima”, como se diz por aqui—numa alusão à antiga povoação amuralhada dos primeiros tempos da colonização — que se ouve mais forte o “sotaque urbanístico” herdado da cidade espanhola:. Encontramos uma praça principal cercada pelas sedes dos poderes e onde se fluía a vida cotidiana da população.

Quando ir?

– A área é muito bem policiada e tem movimento mesmo nos fins de semana, ao contrário de outros centros latino-americanos que “morrem” quando o comércio fecha.

– Ir no sábado ou no domingo tem a vantagem de pegar menos trânsito para chegar. Prefira o sábado, para poder visitar a Catedral. Aos domingos, tem a troca da guarda no Palácio Presidencial.

– Se for durante a semana, evite as segundas-feiras, quando a Casa da Literatura e o Museu Bodega y Quadra estão fechados.

O centro histórico está bem conservado e muito ativo! A Bolsa de Valores, os principais bancos, além do jornal mais importante “El Comércio”, estão localizados nesta região.
Os ecos da colônia ainda estão por aqui e rendem um passeio bem bacana!
Os prédios estão conservados e livres de pichações. O que deixa a cidade com um aspecto limpo e agradável!

Acima, vocês podem conferir o Palácio do Governo do Peru que também ocupa o mesmo terreno escolhido onde antes viveu o kuraq (chefe político) da antiga povoação inca. Mas após seis terremotos, quatro ataques militares e três incêndios, não resta nada da residência original do conquistador e o que vemos hoje é um edifício de inaugurado em 1938, com traços barrocos.

 

PRAÇA SAN MARTIN

A Praça San Martin não é em honra de um santo cristão, foi erigida em honra do libertador José de San Martin, que com uma coligação de exércitos da América do Sul enfrentou e derrotou os espanhóis.

Esta bela Praça expressa a grandeza e a força do Peru independente e, portanto, cada elemento compoe um aspecto monumental. Com jardins coloridos, luminárias em bronze, bancos de mármore, piso de granito, tem quatro fontes de água nos cantos da praça e no centro do monumento a Dom José de San Martin.

Entre os principais edifícios ao redor da praça encontramos: o Teatro Colón, o edifício Giacoletti, o Hotel Bolivar, os portais Zela e Pumacahua, Cinema Metro, entre outros edifícios que o tornam um dos lugares mais bonitos de Lima.

Acreditam se quiser! No dia 02 de fevereiro, toda a água desta fonte é retirada para dar lugar ao Pisco, a bebida destilada mais famosa do Peru. As pessoas podem levar suas canecas e beberem à vontade direto da fonte! Que tal?

 

PRAÇA DAS ARMAS

A Plaza de Armas (ou Plaza Mayor) é o coração da Lima colonial, como é praxe nas cidades espanholas nas Américas. Foi aqui que os conquistadores iniciaram sua povoação, em 1535, e (novamente, como de praxe) plantaram as sedes/símbolos dos poderes religioso (a Catedral e o Palácio da Arquidiocese) e político (o Palácio do Governo).

Praça de Armas de Lima, o coração da cidade colonial
O conjunto monumental da Basílica e Convento de São Francisco de Lima, também conhecido como São Francisco o Grande ou ainda São Francisco de Jesus, é um complexo arquitetônico religioso localizado em Lima, no Peru, na área do Centro Histórico da cidade, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO
Detalhe do teto da catedral de São Francisco

Infelizmente, não é permitido tirar fotos dentro do Museu, a fim de não prejudicar as pinturas com os flashs, além do fato de que as obras estavam sendo fotografadas e replicadas sem autorização, inclusive a mais famosa delas, uma réplica de A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. Apesar de não haver permissão para fotografias, algumas imagens oficiais (lindíssimas) podem ser vistas aqui.

No Convento também há a famosa biblioteca, com mais de 25 mil textos. Entre eles, o primeiro dicionário de espanhol publicado pela Real Academia Española, além de uma edição da Bíblia datada de 1571- 1572.

AS CATACUMBAS DO CONVENTO

O museu das catacumbas abre diariamente, das 9h às 20:15h.  Já a Igreja pode ser visitada diariamente, das 7h às 11h e das 16h às 20h.

A última parte do passeio é reservada às catacumbas.

Durante o curto caminho, foi possível ver o ossário, que contém cerca de 70 mil ossadas (em sua maioria fêmures, tíbias e crânios) e está ali desde a construção do convento. Era comum o sepultamento de pessoas no subsolo das igrejas pela ausência de cemitérios.

Também era comum que pessoas que tivessem alguma ligação com a igreja (normalmente, financeira) fosse sepultado dessa maneira, como uma forma de agradecimento pelo serviço prestado à comunidade católica.

Segundo a lenda, há algumas passagens secretas que ligavam a Catedral ao Tribunal da Santa Inquisição. O local funcionou como sepultura até 1808, quando o cemitério de Lima foi inaugurado.

Para mais informações sobre o Museo y Catacumbas de Lima, acesse o site: http://www.museocatacumbas.com.

 

A PIRÃMIDE HUACA HUALLAMARCA

Imagine caminhar pela cidade de Lima e se deparar com ruínas arqueológicas de locais importantes para as antigas civilizações da região? Bem no meio do simpático bairro de San Isidro, há um sítio arqueológico de Lima que poucos conhecem: a Huaca Huallamarca.

Do topo da pirâmide ficamos imaginando como seria a vida ali mesmo em Lima antes desses prédios todos tomarem forma e restringirem o espaço das ruínas a apenas um quarteirão.

Não devemos subestimar os sítios arqueológicos da cidade pois são eles que mostram como as civilizações pré-incas eram constituídas e como eram suas culturas e modos de viver, levando a um entendimento melhor dos próprios Incas.

Acredita-se que a Huaca Huallamarca, essa grande pirâmide toda feita de barro, era um templo cerimonial pré-inca.

Se você for passear por San Isidro, não deixe de conferir a Huaca Huallamarca, pois a combinação é perfeita 🙂

Música, cultura e religiosidade no Cairo – Por Sabrina Saraiva

O Cairo é uma cidade que não para. Durante a noite é possível fazer quase de tudo, de compras até cortar o cabelo pois muitos comércios funcionam praticamente 24 horas ou no mínimo até 2 da manhã, a noite as ruas ficam lotadas de gente comprando, comendo, como se fosse de dia. Além disso, há também claro, os tradicionais estabelecimentos noturnos como restaurantes, bares e danceterias.

Ontem à noite fomos assistir um concerto Opera House.  Para fazer esse passeio fomos de Uber tuc-tuc, que tem preços mais baixos que os táxis, que já são baratos!

CAIRO OPERA HOUSE

Foi muito legal ver a influência de vários estilos musicais na música egípcia. Assistimos o show do renomado artista de jazz egípcio Yehia Khalil. O pioneiro do Jazz é conhecido por combinar músicas com ritmos orientais! Um espetáculo maravilhoso!

Yehia Khalil é amplamente considerado como o pai fundador do Oriental Jazz! Ele fundou o Cairo Jazz Quartet – a primeira banda de jazz da história egípcia – quando ele tinha apenas 13 anos de idade.


Após o grande sucesso da banda, Yehya viajou para os Estados Unidos para prosseguir seus estudos em música. Confira um pouquinho deste show!

A INCRÍVEL FÁBRICA DE PAPIRUS

Outro passeio bem bacana e de um aprendizado incrível foi  a nossa visita na  fábrica de Papirus. Foi muito interessante entender que  este foi o primeiro papel do mundo há  mais de 2000 mil anos!

 A FAMOSA MESQUITA DE ALABASTRO

Esta mesquita é chamada mesquita de Alabastro por ter muitos detalhes nesta pedra. Ela fica situada dentro do castelo de Saladino, um lugar alto que proporciona uma vista muito bonita da cidade do Cairo.

Essa mesquita que também é o túmulo de Mohammed Ali, um grande governante do Egito, foi construída entre 1830 e 1848 e é uma das mais proeminentes do Cairo, sendo visível de longe por causa da sua posição elevada e tamanho colossal. Para achar o sentido de Meca, sempre é preciso buscar a direção do nascer do sol.

Feita de pedra calcária, mas o andar inferior e pátio é de alabastro com até 11,3 metros

Histórias Curiosas – A lenda sobre a escolha do local para construir a cidadela é bem curiosa. Saladino queria escolher um lugar estratégico e de bom ar no Cairo para construir a fortificação. Ao achar um local, realizou um teste: pendurou um pedaço de carne em um espaço aberto até constatar que o pedaço ficou apodrecido depois de um dia e uma noite, decidindo então selecionar outro lugar. Ao encontrar o local da cidadela atual, repetiu a mesma experiência. O pedaço de carne estragou depois de dois dias e duas noites. Considerou o lugar perfeito climaticamente e mandou levantar as construções ali.

A IGREJA DE ALEXANDRIA

Estamos agora visitando a Igreja Copta Cristã Ortodoxia de Alexandria – a mais antiga do país. De acordo com a tradição, a igreja foi estabelecida no Egito por volta do ano de 42 d.C.. É uma igreja ortodoxa oriental, isto é, uma igreja cristã que, por não aceitar o Concílio de Calcedónia, não está em comunhão com a Igreja Ortodoxa, nem com a Igreja Católica.

As missas ocorrem duas vezes por semana, nas sextas e domingos.

As missas ainda hoje são rezadas em duas línguas: Árabe e a língua Copta que é a língua egípcia antiga.

Saqqara, Pirâmides de Gizé e Mênfis são visitas obrigatórias! – Por Sabrina Saraiva

Pode parecer clichê, mas quem chega ao Cairo quer mesmo é visitar as pirâmides do Egito. E para concluir o roteiro pelos sítios arqueológicos ao redor do Cairo, chega a hora de visitar Mênfis e as pirâmides de Gizé e de Saqqara.

O conjunto de templos e pirâmides de Saqqara, na cidade de Gizé, talvez seja a primeira experiência dos egípcios na construção de monumentos desse tipo. Só para ter uma ideia, muito antes da construção das pirâmides de Gizé, as estruturas daqui já eram consideradas inspiração para todo o país pela grandiosidade e pela técnica utilizada.

Apesar de sua fama atual, esse conjunto arquitetônico do Antigo Egito esteve coberto por areia até a metade do Século 20. E, na verdade, a pirâmide de Djoser não é exatamente uma pirâmide. Ela foi construída, na primeira fase, em três andares. Depois, foram acrescentados mais dois, atingindo a altura de sessenta metros.

A pirâmide de degraus, como também é conhecida, é misteriosa. A data de sua construção é desconhecida. Com subterrâneos simplesmente únicos e misteriosos, um fato curioso é que nesta área nunca foi encontrada uma múmia.

Dentro do templo, muitas colunas sustentam a estrutura.

O Egito tem 109 pirâmides  até agora, pois a última foi descoberta há 3 meses!! Dá para acreditar?

 

PIRÂMIDES DE GIZÉ – UMA DAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO

Se existe um lugar no planeta que qualquer pessoa já teve vontade de conhecer, esse lugar é Gizé e suas famosas pirâmides. Não é para menos, essa é a única das sete maravilhas do mundo antigo que ainda existe.

Como não estar feliz da vida por estar em uma das sete maravilhas do mundo!

A incrível obra, construída há quatro mil anos atrás, sempre fascinou os homens por sua imponência.  Saiba mais:  pirâmides de Gizé

No sítio arqueológico existem três grandes pirâmides e outras pequenas. As três maiores foram construídas para serem os túmulos dos faraós: Quéops, Quéfren e Miquerinos, que eram pai, filho e neto.

As pirâmides foram construídas há 2.500 anos a.C. para serem os túmulos dos faraós, ou seja, receberem seu sarcófago, seus pertences e sua múmia. As pirâmides foram construídas durante o Império Antigo, época em que a capital era Mênfis, cidade próxima a Gizé e Cairo.

Estima-se que cerca de 100 mil homens foram utilizados para construir as pirâmides, já que os blocos de pedras eram enormes e extremamente pesados.

Dá um frio na barriga saber que estamos num dos lugares mais antigos do planeta!
Essa Esfinge já superou batalhas! Foi soterrada e, desde 1925, está de volta ao complexo. Apesar de seus 57 metros de altura, a Esfinge parece minúscula perto da imponente pirâmide de Quéops. Esta tem altura equivalente à de um prédio de 50 andares.

UM LINDO RESTAURANTE NA PARTE NOVA DE GIZÉ

Este restaurante fica na parte nova de Gizé, onde vai ser construído um novo museo que vai inaugurar em 2020. É um presente do governo japonês para o Egito e a humanidade. O projeto do novo museo é de um italiano, que vai abrir no local a coleção completa dos tesouros do faraó. Nesta região, ainda existem muitos condomínios fechados. Também estão construindo cinco hotéis de grandes redes internacionais.  É a nova aposta para o turismo, com certeza!

Um prato super gostoso e típico deste restaurante é o frango que para nós parece um galeto, mas aqui são feitos com o temperos locais uma delicia!! Além claro de quibe, húmus, charutinho de Parreira, entre outros pratos saborosos!

MÊNFIS – A CIDADE PERDIDA

Para concluir o roteiro pelos sítios arqueológicos ao redor do Cairo, chega a hora de visitar Mênfis.

As pesquisas mostram que Mênfis está, hoje, soterrada sob a vila de Mit Rahina. Arqueólogos acreditam que sua importância ao longo da história faraônica nunca foi superada por qualquer outra cidade.

A principal atração é o Templo de Ptah, o mais famoso da cidade. Ptah era a divindade de Mênfis e, segundo os registros históricos, venerado como um deus criador. Todos os homens teriam surgido do desejo de seu coração manifestado por meio de sua voz.

Barba reta quer dizer que a estátua foi feita enquanto o faraó estava vivo e quando a barba é curva que dizer que foi feita após a morte do faraó.

Na única parte coberta do museu, fica o que restou do colosso de Ramsés II esculpido em alabastro. Essa imensa escultura tem 13 metros de altura e pesa 180 toneladas. Descoberta em 1820, perto de um dos portões do Templo de Ptah, a estátua teve seus pés quebrados e, por isso, é exibida deitada.

O reinado de Ramsés II foi o mais importante da história egípcia, principalmente nos aspectos econômico e militar. Ele foi também um dos mais longos do Antigo Egito e, por isso, é chamado de Ramsés, o Grande.

Visitando uma fábrica de Tapetes – Por Sabrina Saraiva

Um passeio bem interessante no Cairo foi na Oriental Carpet School. Lá, os trabalhadores são incrivelmente rápidos e talentosos enquanto os observávamos fazendo carpetes. A escola oferece uma maneira de os alunos obterem educação, aprenderem habilidades e  ganharem dinheiro.

Os tapetes egípcios estão entre as peças de tapeçaria e decoração mais antigas da nossa civilização. Com desenhos que retratavam o cotidiano as criaturas místicas e as crenças da população, os tapetes egípcios contam um pouco da história de uma das civilizações mais antigas e desenvolvidas da antiguidade.

Elegantes e sofisticadas, as peças de tapeçaria do Egito dão um toque de requinte na decoração dos seus ambientes.

Este é um dos grandes showrooms. Os tapetes estavam disponíveis em vários tamanhos, padrões e materiais. Alguns são feitos de seda e estes eram mais caros…

Os tapetes egípcios são feitos à mão no tear, artesanalmente, e são ricos em detalhes que conferem um valor especial para as peças.

A mistura de mosaicos tribais, grafismos e desenhos que representam humanos, criaturas místicas e deuses celebrados pela civilização confere aos tapetes egípcios um estilo majestoso e cheio de personalidade.

Quer conhecer um pouco sobre a fabricação dessas peças? Confira nosso vídeo!

Hurghada o litoral incrível do Egito – Por Sabrina Saraiva

Banhada pelo Mar Vermelho, a cidade de Hurghada é o paraíso egípcio para os amantes de sol e praia. As altas temperaturas que predominam todo o país são mais que bem vindas à costa, que é abençoada com praias belíssimas, mar calmo e agradável e uma variedade de resorts luxuosos que deixam as praias ainda mais charmosas e deslumbrantes.

Para conhecer o melhor que Hurghada tem a oferecer, a dica é não ficar parado e explorar todos os cantos peculiares e excêntricos da cidade. Vários mercados estão a sua espera com especiarias e produtos típicos da região.

As principais atrações da cidade estão ligadas ao mar e a praia, que abrem uma variedade de passeios e para diferentes gostos e idades.

Como as águas de Hurghada são, em sua maioria, calmas e com temperaturas amenas, o lugar é perfeito para fazer mergulhos com cilindro e explorar todas as belezas subaquáticas.

Existem várias empresas locais que levam grupos de turistas para expedições no mar, sempre acompanhadas por profissionais experientes.

O lugar é famoso para mergulho onde se pode ver o famoso coral vermelho. O nome de mar vermelho surgiu  em função dos Corais vermelhos encontrado nestas águas.

O percurso de barco inclui as principais áreas da costa de Hurghada e cenários indescritíveis!

AVENTURA NO QUADRICICLO

Além de ser conhecida por suas incríveis praias, ao longo da costa, o Egito é famoso por seus majestosos desertos, e ao fazer uma viagem, ao interior de Hurghada, você abrirá novas possibilidades para aventuras.

Fizemos um passeio de quadriciclo para conhecer o deserto e uma aldeia de beduínos. Dirigir pelo deserto e uma delícia!

O deserto do Saara é mais de pedregulho.
Tivemos que colocar lenço e óculos pela poeira na hora de dirigir

ESCULTURAS DE ALABASTRO

Pela região, ainda visitamos uma fábrica de esculturas em alabastro. Um trabalho antigo feitos nesta pedra típica do país.

O ambiente onde eles trabalham é muito alegre! Confira o vídeo das cantorias!

DE VOLTA AO CAIRO

Na viagem de volta ao Cairo fomos curtindo essa paisagem maravilhosa!

 

Vale dos Reis e as incríveis tumbas dos faraós – Por Sabrina Saraiva

Vale dos Reis, o local das incríveis tumbas dos faraós em Luxor, no sul do Egito, é o principal destino turístico do país quando se fala em Egito Antigo. A cidade, que se chamava Tebas, foi a capital do Império Egípcio, no período de maior esplendor dessa incrível civilização. Por isso, a cidade possui grandes templos e sítios arqueológicos distintos. Entretanto, nada é tão impressionante e inusitado quanto o Vale dos Reis.

Neste local, foram encontradas 67 tumbas de faraós onde podemos visitar 11 delas. O lugar parece uma montanha de pedra, mas por baixo da terra esconde a grande cultura e história.

Confira no vídeo nossa chegada ao Vale dos Reis:

As tumbas estão super bem conservadas e se pode observar o colorido dos painéis egípcios.

Se estima que 60% dos monumentos do Egito ainda está em baixo na terra e muitas são sabidos mas aba muito o que descobrir todo mês se encontra alguma coisa.

O Vale dos Reis fica em West Bank, a margem oeste do Rio Nilo. No Egito Antigo, a margem leste era destinada aos vivos, por isso é onde ficava a cidade, os bairros residenciais e a maioria dos templos. Já a margem oeste era destinada aos mortos, por isso era onde ficavam as tumbas, não apenas dos faraós, mas também de nobres e sacerdotes. Quase ninguém morava no lado oeste naquela época e o interessante é que até hoje ele não é densamente habitado, ao contrário da margem leste.
Olha que legal o Alfabeto Egípcio!
Esse é o local de entrada para as tumbas
Essa tumba foi usada por dois monarcas: Tausert e Setnakht. A rainha Tausert que construiu a tumba. Depois que ela morreu, seu marido Setnakht assumiu o poder e decidiu utilizar a mesma tumba, mas sem apagar os registros da mulher. Essa é um das maiores tumbas do Vale dos Reis e possui algumas partes bem coloridas.

A tumba de Ramsés IV foi aberta há séculos atrás, por isso existem escritas de grego clássico e de cristãos cooptas nas paredes. Apesar da tumba ter ficado aberta, se manteve muito bem preservada, possuindo cores vivas.

A tumba de Tutmés II foi uma das primeiras tumbas a serem construídas no Vale dos Reis. As paredes são pintadas em apenas duas cores: preto e vermelho. As paredes não possuem esculturas (alto relevo). Por isso, essa é uma tumba bem diferente das demais.

Saindo do Vale dos Reis fomos visitar o templo Hatshepsut! Um lugar lindo, um templo escavado na pedra! A história deste lugar conta que a esperteza dessa rainha a fez memorável e digna de reconhecimento. Filha de faraó, a jovem Hatshepsut se casou com seu irmão, o primeiro na linha sucessória. Ela tinha apenas 14 anos. Naquela época, era comum o casamento entre membros da família real, já que apenas os filhos da mesma linhagem poderiam assumir o trono.