Parque Nacional Etosha – Por Sabrina Saraiva, direto da Namíbia

Hoje o dia começou cedo. Saímos do  aha Eagle Tented Lodge às 6h da manhã a caminho do Parque Nacional Etosha para mais um Game Drive ou Safári como nós conhecemos. Sabíamos que estávamos chegando em um dos cinco parques nacionais mais importantes da África, ao lado de reservas famosas como #Kruger, na África do Sul, e #Serengeti, na Tanzânia! 

Além do mais, comprovamos de perto que o Etosha é o principal atrativo turístico da Namíbia. Mais de 200 mil pessoas visitam o parque anualmente! A maioria espanhóis, alemães e ingleses. A quantidade de animais (UM ATRATIVO E TANTO!) dentro dos limites da reserva de maior prestígio do país é alta e o lugar protege 114 espécies de mamíferos e 340 de aves!

A formação geológica do Parque Etosha – branca como neve – pode ser identificada do espaço. Geólogos consideram que a planície tenha sido formada há dezenas de milhões de anos.

O parque é realmente muito interessante e diferente dos demais que fizemos, pois a planície é totalmente seca e branca, devido a grande quantidade de pedra calcária. Etosha na linha local significa sítio grande branco.  LINDO DE VER!

Momento selfie no jeep!

Descobrimos ainda que, devido ao clima árduo da região, os administradores do parque construíram poços para dar água adicional aos animais e evitar um maior estresse durante a seca.

Essa e tantas outras cenas revelam a natureza como ela é, sem disfarces! É o que faz Etosha ser um lugar fascinante!

 

A CURIOSA “TRIBO DE HIMBA”

No caminho do parque passamos pelo povoado “Tribo de Himba”. Em toda a África, ainda existem algumas tribos que respeitam e vivem de acordo com as tradições de seus antepassados. Uma das mais conhecidas é a tribo Himba, que tem aparência característica de cor avermelhada.

Ficamos bem impactados!! Vimos de perto como existe um mundo paralelo, onde um grupo consegue manter um estilo de vida tradicional e tão diferente do nosso!

As casas dos Himba são arredondadas feitas de barro e esterco de vaca. Essa mistura ameniza a temperatura dos dias mais quentes, e mantem o calor para as noites frias. A variação de temperatura  é bem grande, chegando aos 45 graus no verão, e a sensação de congelamento no inverno!

Mas afinal, por que os Himba são vermelhos? 

A razão pra isso é o “Otjize”, uma pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho – às vezes perfumado com resina aromática – que as mulheres aplicam duas vezes ao dia nas tranças e no corpo. Existem algumas explicações para o uso do “Otjize”. Uma delas é a diferenciação entre homens e mulheres, já que eles não aplicam a pasta. A mistura também serve para proteger do sol e repelir os insetos. Há ainda o significado simbólico, unindo a cor vermelha da terra e do sangue, que é o símbolo da vida.

 

Próxima parada: Namíbia!

Nossa diretora comercial, Sabrina Saraiva, já chegou neste belíssimo destino situado na África Austral. A partir de hoje, vocês poderão acompanhar por aqui tudo que ela vai ver e viver nesta aventura!

A VIAGEM
Nossa viagem foi realizada pela companhia aérea TAAG.  E nosso avião era um boing 777 muito confortável. Posso dizer que tivemos um voo bem tranquilo e o serviço era muito bom. Partimos de São Paulo e fizemos escala em Luanda, capital de Angola. Uma parada rápida para esticar os pés no pequeno e simpático aeroporto de Luanda.

CHEGANDO EM WINDHOEK!

Ao chegar na capital da Namíbia, já fomos logo recebidos pelo nosso guia no aeroporto. De lá, partimos para nossa primeira reserva curtindo muito a paisagem na estrada! #muitaempolgação #enfimchegamos

Para quem não sabe, Windhoek é a capital da Namíbia e quer dizer “Esquina do Vento”. A cidade possui uma área de 645 km² e 230.000 habitantes e foi fundada em 1890, concentrando hoje uma oitava parte da população total do país, estimada em 1,8 milhão de habitantes.

Vale dizer que: Foi um dia longo, mas muito compensador, pois já na chegada nos deparamos com esta vista MARAVILHOSA!

O PRIMEIRO GAME DRIVE

Acordamos bem cedo e às 6h30 partimos (bem ansiosos) para nosso primeiro Safári ou Game Drive como é chamado por aqui no Erindi Private Game Reserve uma reserva protegida no centro da Namíbia.

Erindi, que significa “lugar da água”, é um paraíso natural sustentável.  A área é guardiã da quantidade mais prolífica de espécies endêmicas e de múltiplos projetos de conservação. Com 70.719 hectares de selva intocada a reserva possui a  imensa tarefa de buscar iniciativas de conservação em nome do turismo ecológico e capacitação das comunidades locais.

Hoje, Erindi é um retiro idílico com dois acampamentos, uma rica herança cultural, guias experientes e hospitalidade inigualável – garantindo que os visitantes tenham o tipo de safári que vive na memória por toda a vida!

Para nosso primeiro game drive tivemos muita sorte!! Olhem quantos animais podemos ver bem de pertinho!! EMOCIONANTE!! Deu frio na barriga!!

As Zebras são lindas!

Mas a girafa foi o que mais nos cativou. Ela tem um jeito muito fofo e elegante!

Quanta elegância!

Despertamos a curiosidade da Girafa, será?
A Leoa curtindo o dia lindo!

 

RESERVA EPACHA, AÍ VAMOS NÓS! 

Depois de fazer este Game Drive arrumamos as malas e partimos cheios de expectativas para a próxima aventura a 300 km de Erindi. Então, chegamos na Eagle Tended Lodge na Reserva Epacha.

DORMINDO EM TENDAS! 

O espírito era de aventura! Ora! vamos dormir em tendas! Isso quando estamos no meio de uma reserva, é incrível! E o melhor de tudo!  As acomodações não poderiam ser melhores!

Veja só! Cada uma das 16 tendas espaçosas do aha Eagle Tented Lodge foi construída em pedra natural e possui um deck de madeira elevado para você apreciar a vista panorâmica de Epacha. Ou seja: VISTA DE TIRAR O FÔLEGO!

Se você escolher uma típica tenda Safári estilo Hemingway ou uma barraca Family Safári, o conforto absoluto (PODE TER CERTEZA) é garantido com instalações privativas (banheira ao ar livre ou chuveiro ao ar livre), um pequeno lounge, limpeza diária e serviços de quarto e muito mais.  PERFEITO!

Kotor é a cereja do bolo!

Com o clima extraordinário que amanheceu no último dia de viagem,(28/09/2018) por que não esticar a viagem até Montenegro? Seria um dia perfeito para conhecer a tão lendária Baía de Kotor, o chamado fjord montenegrino. O famoso poeta inglês Lord Byron escreveu: “At the moment of the creation of our planet, the most beautiful merging of land and sea occurred at the Montenegrin seaside…” (“No momento da criação do nosso planeta, a mais bela fusão de terra e mar ocorreu no litoral montenegrino…), e com esta descrição em mente, cruzamos a fronteira às 8h da manhã para não pegar congestionamento e muitos turistas na fronteira.

Catedral da Cidade

Montenegro que é um dos estados/países mais jovens independentemente falando (2006) do continente, e tem como moeda o Euro, mesmo que não faça parte da “Eurolândia” e nem da Comunidade Europeia. Então, como tem Euros?! Sendo uma país tão pequeno em termos de extensão territorial e de população de menos de 700 mil habitantes, seus governantes decidiram por não ter uma moeda própria, e, assim, adotaram o Euro.

BAÍA DE KOTOR

Um belíssimo e encantador encontro do mar com as montanhas. A região parece um fjord e tem como principal ponto turístico a exuberante Ilhota da Nossa Senhora das Rochas, que tem uma história peculiar. É uma ilha artificial em que os locais todos os anos jogam pedras e afundam pequenas embarcações para que a ilha se mantenha e não afunde, nem diminua de tamanho.  A cereja do bolo é a cidade de Kotor!

Uma cidade com muralhas que não só cercam a cidade, como também circundam as montanhas. Hoje em dia, essa região vem chamando a atenção dos turistas a ponto de 600 cruzeiros atracarem na cidade por ano. O navio quase entra cidade a dentro de tão perto que atracam.

Kotor é muito parecida com Dubrovnik e Trogir, mas sua muralha é diferente e a região da Baía faz toda a diferença. Estando a 91 KM de Dubrovnik, considero que vale muito a pena investir tempo em visitar a região. Por mais que seja uma cidade amuralhada como outras do roteiro, o fato de conhecer um outro país, uma outra cultura e apreciar as paisagens da Baía de Kotor fizerem deste dia um passeio imperdível!

A dica é começar o passeio parando no parador Verige 65 na boca da Baía. A música do lugar é muito boa, muito boa mesmo! Tudo a ver com o clima do lugar. As suas “repouseiras” e o café são um convite a contemplação e admiração do lugar.

Um dilema: Subir ou não subir a montanha/muralhas externa da cidade, eis a questão. Custa EUR 8,00 e tem uma bela vista da cidade. Leva 20 minutos em uma subida íngreme e de chão pedregoso até a igreja, e 40 mim até o forte.

VINHOS LOCAIS

Os vinhos locais, para mim, foram uma atração à parte. Não sou um expert e por isso, os enólogos de plantão que me desculpem caso eu esteja dando mais crédito ao vinho do que a realidade, mas gostei muito da variedade de uvas Vranac, tipicamente local e com proteção de origem desde 1977. É um vinho leve, saboroso e com um toque único. Uma garrafa de uma boa safra custa no único minimercado de dentro da cidade EUR 9,00.

A MISTURA PERFEITA ENTRE MAR, MONTANHAS E ILHAS!

Enfim, ter viajado pela Croácia de norte a sul, Bósnia-Herzegovina e Montenegro foi, para mim, uma descoberta e a concretização do que eu imaginava. Belas paisagens, lindas cidades, mar incrível e um desejo de viver a vida a bordo de um veleiro ou em um hotel de frente para o mar. A mistura perfeita entre mar, montanhas e ilhas.  O limite entre o ocidente e o oriente incrustado no sul da Europa.

Uma concretização da ideia de que, nesta região, que tem sido passagem de impérios como os romanos, otomanos, venezianos e austro-húngaros, originou-se uma luta secular constante. PERCEBEMOS UMA IDENTIDADE PRÓPRIA E UM ESPÍRITO DE LUTAR POR SUA INDEPENDÊNCIA VIVO E MARCANTE NO OLHAR DE CADA UM!

Espero que a paz que vivemos hoje nesta região seja eterna e que as guerras vividas aqui fiquem no passado. Que sirvam de lição para todos, pois, em um mundo cada vez menor e globalizado a península balcânica é um resumo do mundo, já que aqui vivem cristãos, cristãos ortodoxos, muçulmanos e mais recentemente chineses.

Dubrovnik, um tesouro Croata!

Ao abrir a janela do meu quarto, no primeiro andar de frente para a praia, o dia prometia sol, céu limpo e calor, ou seja, o dia perfeito para conhecer a tão famosa e bela Dubrovnik. Saímos às 9 da manhã, em 27/09/2018. E o passeio pela estrada vicinal, por si só, já é um deleite aos olhos.

Cada praia, cada enseada, cada vista de tirar o fôlego. Depois de uma curva à esquerda, surge, então, a nova ponte Franjo Tuđman, que deixou a entrada à cidade de quem vem do Norte, muito mais fácil. Uma ponte estaiada de arquitetura moderna que dá uma vista geral do porto novo e da parte moderna da cidade.

Por ser fora de temporada, havia só três navios; uns 4 mil turistas para visitar a cidade amuralhada. Na alta temporada pode chegar até uns 10 a 15 mil turistas por dia, entre cruzeiristas e pessoas hospedadas pela região.  Aos que querem mais tranquilidade e a possibilidade de caminhar sem muita gente pela cidade, sugiro evitar julho e agosto, até porque nessa época as temperaturas podem chegar a 45° e com muita umidade.

CENÁRIO DE GAME OF THRONES

A guia fica com a bandeira esperando as pessoas na praça fora da muralha na porta norte

Eternizada na série de televisão GAMES OF THRONES, há tours a pé guiados todos os dias com encenações especiais de algumas passagens da série aos participantes. Tem um custo de mais ou menos EUR 20,00 a EUR 27,00 em inglês e de EUR 25,00 a EUR 32,00 em espanhol (saída uma vez por dia às 09h30). Entretanto, por mais que a série seja famosa, não é o único atrativo que Dubrovnik tem a oferecer. A cidade tem muito mais!

A CIDADE VELHA DE DUBROVNIK

Há o teleférico, que de 3 em 3 minutos sobe ao topo da montanha, de onde se tem a melhor vista da cidade e um museu que conta o cerco da cidade durante a guerra de independência na última década do século passado. Custa em torno de EUR 21,00, o mesmo que o ingresso para caminhar pelas muralhas da cidade que tem uma extensão de 2,5 Km.

Caminhada pela Muralha

“O QUE É MELHOR?” Na minha opinião, a muralha, pois se você vai a Kotor (Montenegro), da estrada se tem a mesma vista do topo da montanha. Falando nisso, as vistas são impressionantes, tanto da estrada, quanto do topo da montanha ou da muralha.

Olhando a cidade do mar

O contraste do mar, os tetos vermelhos e a cidade em si criam um espetáculo aos olhos. Uma viagem no tempo, pois é muito difícil de acreditar que tudo esteja tão bem preservado e/ou reconstruído, já que 68% da cidade foi danificada durante a guerra.

A Rua Stradun, ou Placa, é a principal da cidade, que vai de norte a sul. Nela, se encontram as duas portas principais de acesso à cidade, uma ao norte (muralha) e outra ao sul (entrada do antigo porto). O calçamento é todo trabalhado em pedras brancas em harmonia com as fachadas dos casarios e palácios. Aliás, não espere fachadas suntuosas e magníficas em Dubrovnik, pois o conceito era ostentar pouco para não chamar a atenção dos inimigos (Venezianos e Otomanos), POIS TUDO QUE RELUZ A OURO, DESPERTA A COBIÇA! A cidade é hoje um grande museu com muitas igrejas, lojas de souvenir e restaurantes para todos os bolsos. Comida mediterrânea, pizzas e fast foods; tudo isso se encontra por aqui. No horário do almoço, nem pense em sentar-se só para beliscar ou tomar alguma coisa, pois os garçons logo avisam: sentar-se é para quem vai pedir refeição completa.

PASSEIO DE BARCO E BALADAS NA NOITE

Além de caminhar pelas ruas finas, escondidas e interessantes, ainda dá para curtir um passeio de barco para ver a cidade por outro ângulo (custa em média uns EUR 10,00). Pode-se fazer também de caiaque, mas aí é um outro passeio.

Para os que querem ver a cidade de outro ângulo de caiaque

Ah! E as baladas da noite! À noite, a cidade muda, com uma iluminação amarelada, e os bares e restaurantes do dia transformam-se, oferecendo músicas ao vivo de vários estilos.

Luzes amarelas na região de bares e restaurantes

Há também as baladas fechadas, dentro das muralhas e fora das muralhas, com vista para a cidade antiga. É uma cidade em que se pode viver o dia ou a noite, ambos de forma bem intensa.

HOSPEDAGEM NO CENTRO HISTÓRICO

Dubrovnik realmente é um tesouro croata à beira do Mar Adriático, com cultura, museus, restaurantes, baladas e muitos hotéis à beira mar com praias privadas ou públicas e com piscinas de borda infinita. Para os que queiram curtir a cidade em sua plenitude e não perder nenhum minuto com deslocamento e trânsito, vale hospedar-se no centro histórico. Ali, o viajante tem a chance de ficar em hotéis de experiência, pois são pequenos, intimistas e muitos remontam aos tempos antigos, mas, claro, com todo o conforto do século XXI. Mas cuidado com as escadas, pois são muitas, e as malas nessa hora são um problema.

 

Entra e sai da Croácia e Bósnia – Depois seguindo para Mostar!

Hoje (26/09/18), a palavra “depende” fez todo o sentido, pois desde cedo a guia nos explicava que o dia dependeria das fronteiras. O vento Bura se acalmara, mas, agora, seriam as fronteiras. Isso porque hoje entraríamos na Bósnia-Herzegovina para ir a Mostar, voltaríamos para a Croácia, entraríamos novamente na Bósnia e voltaríamos novamente na Croácia para ir a Dubrovnik. Achou estranho? Põe no google maps para ver como é. É UMA CONFUSÃO NA CABEÇA DA GENTE! Para fazer 306 KM é preciso entrar e sair 2 vezes de cada país. Essa logística de entradas e fronteiras é o resultado da divisão dos países após a Guerra da Iugoslávia. Como estamos fora da alta temporada de turistas, as fronteiras estavam relativamente vazias. Desta forma, sobrou tempo para incluirmos mais uma visita na Bósnia: a cidade de Medjugorje.

MEDJUGORJE – E A PEREGRINAÇÃO CRISTÃ

Basílica de Medjugorje

Começamos por falar de Medjugorje, que foi uma surpresa para mim, pois não a conhecia, nem sabia de sua importância. Em 1981, seis meninos viram a Virgem Maria na região e, de lá para cá, foi construída essa Basílica, que hoje é um dos principais centros de peregrinação da Europa. É diferente de Fátima, Lourdes e outras da Europa ocidental, pois aqui dizem que a virgem concede milagres a pessoas com depressão e também a jovens.  Confesso que não sou muito religioso, por isso não me tocou muito a cidade, mas me chamou a atenção ver americanos jovens e velhos tão longe de casa, e principalmente japoneses, ali, fazendo sua peregrinação. Existem poucos japoneses cristãos, por isso, ver uma missa cristã ser celebrada em japonês é bem estranho! A Basílica é simples e nada ostentadora. Visita e pedidos à virgem feitos, seguimos rumo à Mostar.

MOSTAR – VESTÍGIOS DA GUERRA

Marcas de tiros e bombas pela guerra de independência na década de 1990

Mostar, que já foi uma cidade bem importante da ex-Iugoslávia e que possuía uma indústria de alumínio de destaque nas décadas de 1970/1980, foi muito destruída e atacada na guerra da década de 1990. Sua população, de maioria muçulmana, decorrente de anos e anos de dominação otomana, foi muito sacrificada. A cidade até hoje mostra suas feridas e marcas de tiro. Entretanto, o mundo não ficou de olhos fechados. Houve muita ajuda na reconstrução da cidade, que hoje vive quase que exclusivamente do turismo. E, vale a pena visitá-la para os que têm mais tempo. O centro histórico bem reconstruído é muito legal.

As casas, os bazares, os restaurantes, as pechinchas e barganhas de preço; tudo faz com que a gente se transporte para uma cidade do oriente médio, mas “OPA, ESTAMOS NA EUROPA?!” Isso é o legal desta cidade. Se escuta a hora de ir à mesquita e tudo. Mulheres de véu, não de burca. Mas, cuidado, avisa a guia, ciganas e batedores de carteia por todo o lado. Caminhei por tudo para tirar a foto de melhor ângulo da ponte, e, é claro, o melhor lugar na torre da Mesquita por EUR 6,00, bem barato pelo que oferece.

PONTE DE MOSTAR

Cem degraus por uma escadinha bem fininha e voilá: A PONTE DE MOSTAR! BELA E IMPRESSIONANTE! O rio é limpo e com um azul fenomenal. Além da ponte, visitei uma casa construída na década de 1680, que hoje é um museu, e podemos ver como os cidadãos viviam na época. Sobre a comida, é como se estivéssemos em Istambul. Tudo igual. Caro? Não, é MAIS BARATO QUE A CROÁCIA e os bazares e lojinhas têm de tudo, de bons artesanatos até quinquilharias chinesas. Às 15h saímos rumo a Dubrovnik, a grande joia da coroa croata.

STARI MOST, em bósnio “Ponte Velha”, é uma ponte do século XVI na cidade de Mostar, Bósnia e Herzegovina, que cruza o rio Neretva e liga as duas partes da cidade. A Ponte Velha permaneceu firme por 427 anos, até ser destruída em 9 de novembro de 1993, na Guerra da Bósnia. Logo depois, um projeto foi feito a fim de reconstruí-la, sendo a ponte reaberta em 23 de julho de 2004. Diz a lenda que quando a ponte caiu, as pedras sangraram, fazendo o rio ficar vermelho. Por isso, a ponte virou um dos símbolos da Guerra.

Centro antigo da cidade

DUBROVNIK – CHEGAMOS…

Chegamos na região de Dubrovnik, e resolvi me hospedar em um hotel para curtir a praia, e desta forma estou a 30 Km da cidade amuralhada. O hotel fica em uma baía privada e de praia exclusiva. Chegar e ver o mar na nossa frente, limpo, transparente e de uma azul único: não deu para resistir. Check in, sunga e um bom mergulho para lavar a alma e curtir a vida. A água de 22 graus fez a tarefa facial frente a um sol de 18 graus. A água é bem salgada e boiar é fácil. Dois metros para dentro já estava com 5 metros de profundidade, e se vê tudo lá em baixo como estivesse a 1 metro. Os peixes nadam ao redor da gente, e em certos momentos, eles ficam passando pelas nossas pernas como fossem gatos. Meu filho, que é metido a pescador, iria adorar estar aqui, mas isso ficará para a próxima.

Bom, amanhã o dia começa às 08h30 e Dubrovnik, a cidade amuralhada, é o meu destino. Até lá!

 

Um dia lindo para ver Sibenik, Trogir e Split!

Com o Mar Adriático e um sol fantástico visto da minha janela, começamos o dia rumo ao sul pela Costa Dálmata* para chegarmos a Split. Os dias vêm ficando cada vez melhores! A viagem de Zagreb a Dubrovnik vai em um crescer excepcional. O único que parece não crescer nem diminuir, mantendo-se fiel a nossa viagem, é o vento Bura, que hoje soprou todo o dia. Mas, sinceramente, com o céu completamente limpo graças a ele, e com o sol, o vento fica como um detalhe pífio.

Bom, check-out feito e malas prontas, embarcamos rumo a Sibenik, que fica a 90 KM, aproximadamente 1 hora. A paisagem vai se descortinando à medida que avançamos rumo ao sul. Pelo caminho passamos por várias marinas, enseadas, pequenas baías, ilhas e ilhotas.

SIBENIK  – UMA CIDADE DE BELEZA MEDIEVAL

Chegamos em Sibenik – a primeira cidade, nesta costa, genuinamente fundada por croatas, pois as demais têm origens gregas ou romanas. Nela, podemos apreciar um belíssimo porto natural, guarnecido por um parque de ilhas inabitadas chamado Parque Nacional de Kornati.

A cidade ainda se destaca por ser a primeira da microrregião chamada de Kastela, pois abriga 7 castelos/fortalezas das cidades costeiras que se espalham pela costa, até chegarmos a Split.

Por ser uma cidade cujas origens remontam ao ano de 1066 de nossa era, ela preserva, de forma exemplar, seu centro histórico medieval. Pequenas e finas ruas de pedras cinzas e de tetos de telhas vermelhas compõem um labirinto de escadas, portas e janelas, que pouco a pouco, à medida que o dia ganha força, vão se transformando em lojas, bares, restaurantes e comércio de uso do dia a dia, como cabeleireiros, mini-mercados, etc.

Pequenos alunos da escola do centro se preparando para uma apresentação.

Essa mistura de comércio é a prova de que o centro da cidade é vivo e não só uma atração turística, pois vemos os moradores locais caminharem entre nós, inclusive com apresentações infantis** da escola que fica dentro do centro.

Ali, também me chamou a atenção os gatos (e não só nesta cidade, como nas demais que visitei nesse dia). São milhares deles! Diz a guia que foram introduzidos para conter a peste negra na idade média e foram ficando. Hoje, os habitantes os mantêm pois são mais fáceis do que ter cachorros. Opiniões à parte, o dia seguiu seu rumo saindo de Sibenik para Trogir, através da Estrada Majestral.

ESTRADA MAJESTRAL – AS CORES DO MAR SÃO SUBLIMES

Ao invés de irmos pela estrada convencional, como estamos fora da temporada alta de veraneio (julho e agosto), fizemos o trajeto mais longo, mas infinitamente mais bonito! Fomos literalmente margeando cada curva e cada enseada do litoral através da estrada majestral. Normalmente, as pessoas fazem pela estrada nacional, mais rápida e direta.

Da estrada é possível ver as pedras no fundo do mar!

Ter feito o percurso pela Estrada Majestral foi um presente para os olhos, pois as diferentes cores do mar são sublimes. Um verde turquesa misturado com azul escuro. Simplesmente demais. Sem contar que a água é MUITO LIMPA!

PRIMOSTEN – CIDADE QUE PARECE SER FEITA A MÃO

Nesse trajeto, a mais ou menos 30 minutos, fica a pequena cidade de Primosten, uma ilha ligada ao continente por uma ponte. A cidade parece feita à mão. Do alto da igreja, a cidade vai descendo até o mar. Do porto da foto acima saem os principais veleiros para as ilhas de luxo da região, onde os famosos do mundo passam seus verões em total discrição. De uma breve parada para fotos, seguimos a Trogrid, a cidade museu, também chamada de pequena Dubrovnik ou a Dubrovnik escondida.

TROGIR – UM PEQUENO TESOURO

Conectada por uma pequena ponte de pedra, esta cidade amuralhada e com um castelo/fortaleza na extremidade oeste é um pequeno tesouro. Uma joia, pois guarda no seu interior ruas e casas que nos transportam a era da República de Veneza.

Sua muralha, suas igrejas e praças me fizeram lembrar da atmosfera de Cartagena, na Colômbia, pelos bares, restaurantes, caminhadas calmas onde a cada esquina você vê ou uma muralha ou uma fachada interessante.

Se diz que é a pequena Dubrovnik ou a Dubrovnik escondida pois é um patrimônio da humanidade tombada pela Unesco, e está tão bem preservada como, mas recebe menos turistas, o que faz dela uma cidade tão atraente quanto uma opção mais barata.

Bom de Preço! Almocei um prato de massa com frutos do mar acompanhado de um caneco de 500 ml de cerveja por EUR 13,00.

SPLIT – A CIDADE DE MUITAS ARQUITETURAS!

Essa cidade em resumo: DEMAIS! Muito alegre, muito cheia de vida e única no mundo, pois em nenhum outro lugar poderemos ver, em tão pequeno espaço, tantas arquiteturas diferentes.

A cidade nasceu de dentro de um antigo Palácio do Imperador romano chamado Diocleciano. que o construiu aqui em 240 d.C., para que quando ele se “aposentasse” viesse para cá, região onde nasceu, para descansar e curar seu reumatismo. Com sua morte, o fim do império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras, a população local invadiu as ruínas e construiu dentro do palácio uma cidade.

O único e espetacular é que só aqui podemos encontrar prédios de arquitetura grega, arquitetura romana, arquitetura veneziana, arquitetura barroca e arquitetura socialista. Foi aqui que encontrei os vestígios de todas as civilizações e impérios que passaram por este lugar, tudo em um único local maravilhosamente preservado.

Aqui os bares e restaurantes são mais requintados, sofisticados, mais alegres e enchem os olhos.

A cidade com certeza entrou para a lista das minhas preferidas, como Istambul, Samarcanda, Londres, Cairo, Cartagena, Cuzco, São Francisco, Nova Iorque e outras.

*Segundo a guia, a raça de cães dálmata não tem nenhuma relação com o nome da região, apesar de isso contradizer totalmente tudo o que está na internet. Segundo eles, essa raça não é originária da Croácia.
**Na foto, as crianças estão com um chapéu típico local.

De Zagreb para Plitvice, depois seguindo para Zadar.

Ao acordar hoje às 06h da manhã e abrir a janela, a chuva era intensa e o frio já espreitava. Como me disse a guia: aqui tudo “depende”. Depende do clima, do vento Bura, de quantos turistas vão ter, etc.

LAGOS PLITVICE

O certo era que hoje não poderia estar chovendo.  Pela manhã íamos ver os Lagos de Plitvice (que ficam dentro do Parque nacional fundado em 1949 que tem o mesmo nome). Eles são uma das atrações mais belas da Croácia. Depois de duas horas de ônibus e sempre com chuva, chegamos ao parque e chuva, claro!

MAS BOTA CHUVA NISSO!
Sente o clima no video:

Pensei em desistir, mas a guia disse que não deveria, pois é imperdível. Então, compramos capas de chuva (60,00 Kunas, uns EUR 8,00) e lá fomos nós. O parque é composto por vários lagos, ficando alguns na parte alta e outras na parte baixa. E ESSA É A MAGIA DE TUDO, pois de um lago a outro, as conexões são feitas por pequenos córregos, pequenas cascatas e cataratas, chegando a 92 ao total. Diferente de Iguaçú ou Niágara, as cataratas e cascatas são pequenas, de águas impressionantemente cristalinas.

PAISAGEM BELÍSSIMA

É como entrar e viver uma pintura, viver um sonho de olhos abertos com a orquestra das águas como trilha sonora. Se vê peixes a 3, 4, 5 metros, de tão limpas que são as águas. No outono, estação que estamos agora, pude perceber o intenso do verde, mas já algumas árvores ficando avermelhadas. A intensidade da vegetação chama a atenção. Também, pudera, AQUI CHOVE QUASE TODOS OS DIAS  em função do micro clima gerado pelo excesso de água. A dica é trazer uma capa de chuva e ter roupas sobressalentes para depois.

Ao fim de 3 horas de estonteante beleza, chegamos ao fim do parque, subindo 200 degraus e almoço: SOPA QUENTE E LUGAR SECO ERA TUDO O QUE EU QUERIA!

200 KM DE ESTRADA 

Logo após o almoço, mais duas horas de ônibus até Zadar. Porém, devido ao vento Bura (que pode varrer a costa com ventos de até 200 KM por hora),  a costa croata é muitas vezes sem grande vegetação, ao contrário do interior. A autoestrada estava fechada por segurança, sabemos que ela tem muitas curvas e túneis para descer do interior, um tanto perigosa quando o vento é forte. Desta forma, pegamos estradas vicinais e pudemos ver uma Croácia rústica, simples, de vilas pequenas e  onde a guerra se faz presente até hoje, em marcas de tiro nas casas ou em fazendas abandonadas.

O PÔR DO SOL PREFERIDO DE ALFRED HITCHCOCK

Atrasados em 1 hora e 30 minutos pelo desvio que pegamos, chegamos em Zadar justo na hora para ver pôr-do-sol  que Alfred Hitchcock chamou de mais bonito do mundo quando esteve aqui, em 1960. A cidade de Zadar parece uma pequena cidade costeira da Itália. Aqui, as marcas do Império Romano e da República Veneziana estão em todos os lados.

Momento de saudação ao sol no Órgão do Mar em Zadar!

MAIS ATRAÇÕES DE ZADAR

As atrações da cidade são o centro histórico cheio de bares, lojas, restaurantes e sorveterias. O habitantes de Zadar se gabam por ter o melhor sorvete de toda a Croácia. Eu diria que o de pistache é um dos melhores do mundo. As outras duas atrações são o #ÓRGÃODOMAR,  construído em 2002, que através de ondas, gera sua música singular. Há também o monumento de saudação do sol, um círculo feito com placas solares que, à noite, faz um show de luzes através da energia armazenada do sol!

O órgão do mar está localizado na mesma área do monumento de saudação ao sol. Um passeio com duas atrações muito interessantes!
Muralha Veneziana quando a República de Veneza mandava por aqui!
Muralha iluminada!
Deus Baco do Vinho na dominação romana há 2 mil anos!

A viagem também está ficando cada vez mais etílica, pois além do vinho (alguns bons, outros mais ou menos) e da cerveja sempre boa, cada cidade tem sua bebida típica. Varazdin, licor de mel, e, agora, Zadar com o Maraskino, água ardente de cereja.

Na noite encontramos drinks tradicionais como o Maraskino, feito com água ardente de cereja!

Croácia, um destino que a cada cidade visitada oferece mais atrações e belezas. Amanhã, as atrações serão Sibenik e Trogir. Esta última cidade museu e patrimônio histórico da Unesco! Até lá!

Varazdin – A cidade dos Anjos, bicicletas e Flores – 23/09/18

Na tarde de domingo (23/09/18) fui para Varazdin, que fica a 80 KM de Zagreb. Me chamou a atenção a beleza dos bosques e a autoestrada, que é toda duplicada e cheia de túneis. A cidade, conhecida por ser a cidade dos anjos, das bicicletas e das flores, faz jus a tudo, pois em vários locais, misturada à sua célebre arquitetura barroca. Há jardins, pessoas andando de bicicletas (claro que nem de longe parece Amsterdã, até porque a cidade só tem 50 mil habitantes, e na maioria idosos) e anjos nas fachadas ou escondidos misteriosamente em estreitos espaços entre uma construção e outra.

CULTURA BARROCA

A cidade, fundada em 1188, tem como destaque as construções barrocas e o festival de música barroca que acontece dentro da Catedral nos meses de setembro.

CASTELO TRAKOSCAN

Também conferimos a Medica, que se pronuncia “meditzca” (licor de mel com 28% de álcool, amargo primeiro e doce ao final) e o Castelo Trakoscan ( muito bem preservado), que foi uma fortaleza para defender a cidade das tentativas de invasão turco-otomanas durante os séculos XV, XVI e XVII.  Mas #VOCÊSABIA que a cidade nunca foi invadida? Ela foi capital do país por um breve período no século XVII.

CIDADÃOS ORGULHOSOS DE SEU PASSADO

Centro da cidade

Cidade de passado rico e glorioso, teve seu apogeu no Sec. XVIII e XIX, quando teve seu teatro construído, antes inclusive que Zabreb, em 1873. O modo de vida desta cidade era, em seu tempo, tão cosmopolita e arrojado que se igualava a Viena, capital do Império Austro-húngaro. Hoje, é um pequena cidade pacata e de cidadãos muito orgulhosos de seu passado.

Passeio pelo Mercado e Museu de Zagreb – 23/09/18

Com um dia nublado e com temperatura amena, iniciamos nosso city tour com um guia local, que por 2 horas nos mostrou as principais atrações da cidade. Zagreb, com mais de 1000 anos de história, apresentou-se em um domingo a nós com um céu cinza e ruas vazias, pois o movimento começa depois das 11h.

E, nós, desde às 9h já caminhávamos pelo centro, admirando sua Catedral (Kaptol) –  que é a construção mais alta de toda a Croácia, com 108 metros de altura – e a  Ulica (Rua) Tkalciceva – que no dia anterior tínhamos apreciado os bares. Hoje, descobri que até o inicio do século XIX era a rua mais famosa não pelos bares, mas sim por ser a zona de prostituição da cidade, atividade considerada ilegal.

Estes túneis foram construídos para a população se proteger dos bombardeios durante a guerra de independência da Iugoslávia, em 1990.

MERCADO DOLAC

Também caminhamos pelo Mercado Dolac, que desde 1930 vende frutas, artesanato, carnes e outros produtos. Funciona das 07h às 13h todos os dias, e dá ao centro da cidade um ar tão provinciano e tão pitoresco que encanta. Ali se come figos frescos, torresmo de porco e outras iguarias. Da parte baixa formos para a parte alta da cidade.

Os shows e danças tipicas ocorrem no centro aos domingos durante todo o verão e outono.

TORRE DOS LADRÕES

Por ruelas bem fininhas e estreitas, por escadas íngremes e muralhas pichadas (pichação é um problema da cidade), chegamos à Torre dos Ladrões. Essa torre, construída durante a Idade Média e que funcionou ativamente até o século XIX, é hoje uma atração turista e lembra pontualmente a todos, exatamente às 12h com um soar de canhão de 145 decibéis, que as portas da cidade alta seriam fechadas em 5 minutos. Por isso é apelidada  de Torre dos Ladrões, pois eles ficavam de fora da cidade à noite. Custa 20 kunas para subir e ter uma vista de 360°. São mais ou menos 150 degraus.

Fomos à Igreja de São Marco, com seu telhado belissimamente ornamentado com os símbolos da Croácia.

MUSEU DA CIDADE

A poucos passos está o mais famoso Museu da Cidade – O Museu das lembranças de corações partidos. É um pequeno Museu que recebe doações de objetos de pessoas que tiveram seus corações partidos pelo fim de um relacionamento, e tal objeto simboliza isso. Custa 40 Kunas (Aproximadamente EUR 5,50) e só vale a pena entrar se você tem inglês ou croata fluente, pois tudo está nessas duas línguas, e sem entender as histórias, o museu perde o sentido.

CIDADE BAIXA E OS GRAFITES

Descendo da parte alta por uma outra escadaria, pode-se ver grafites pitorescos e bonitos. Novamente na cidade baixa, caminhei pelas ruas e avenidas, comendo um “pastel” típico local, pois mais vale ver do que sentar e comer.

A história diz que os cavalheiros presenteavam as damas com esse coração de pão de mel e açúcar (pastéis típicos) como prova do seu amor. O espelho era para as damas olharem o seu rosto; o rosto que encantava os homens.

História espalhada nas fachadas, rostos, costumes e urbanização da cidade.

Após fazer conexões em Guarulhos e Madri, cheguei a Zagreb depois de 24 horas de viagem. Eu esperava um aeroporto pequeno e velho, mas me surpreendi. O aeroporto é novo, inaugurado há 1 ano e muito moderno, mas, de fato, pequeno. Apesar disso, tem boas conectividades com voos de várias partes da Europa, além de Doha, Dubai, Seul, Istambul e outros destinos. E isso reflete também no balcão de atendimento ao turista, uma vez que as publicações estão disponíveis em vários idiomas, como macedônio, israelense, árabe, coreano, inglês, espanhol, russo, tcheco e, é claro, o português.

HISTÓRIA NAS RUAS

Do aeroporto, que está a 30 minutos do centro da cidade, fomos para o hotel. Check in feito e malas no quarto, é hora de sair e não perder tempo, pois mesmo sendo uma cidade de apenas 800 mil habitantes, há muito o que ver. Escolhi começar pelo centro antigo, óbvio. Ao caminhar pelas ruas, já tinha percebido que o “vai e vem” da história está espalhado nas fachadas, ruas, rostos, costumes e na urbanização da cidade. Confesso que do Império Otomano e Veneziano não vi nada, mas do Império Austro-húngaro e do tempo do comunismo se vê por todos os lados. Em alguns momentos, me senti caminhando por Viena ou no interior da República Tcheca, em outros, os prédios me lembravam Moscou ou as cidades que conheci durante o Grande Expresso Transiberiano, ou seja, prédios bem comunistas.

PARA TODOS OS BOLSOS E GÊNEROS

CERVEJAS E VINHOS – UM DIA PARA CADA BEBIDA

Algo que me chamou muito a atenção é a presença  de várias lojas de vinhos locais que destacam bastante a variedade das uvas típicas croatas.  Em uma loja, inclusive, a vendedora, que falava um bom inglês, me disse que há uma rota dos vinhos croatas bem próxima a Zagreb (Kraljevina e Zelina).  Com 8 dias de viagem pela frente, vou me aprofundar no conhecimento das cervejas artesanais e dos vinhos locais. Um dia para cada bebida, pois com tudo o que há para ver, não dá pra exagerar na dose.


TRANSPORTE PÚBLICO

Para retornar ao hotel, me arrisquei a voltar de transporte público local. A cidade tem um transporte público de malha pequena, não tem metrô e as linhas de bondes são poucas, mas dá para se virar bem com os mapas e perguntando, também. Nos hotéis e nas lojas do centro muita gente fala inglês, mas nos bairros mais afastados não. No caminho da linha 12 do bonde deu para ver bastante coisa, funicular para a montanha, o Museu em homenagem a Nicolau Tesla (Technical Museum), entre outras coisas. Por fim, este foi o meu primeiro dia de jornada pela Croácia.

GUIA LOCAL

Amanhã é que será realmente o dia para conhecer esta cidade, pois farei todo o trajeto com um guia local. Sou do tipo de viajante que gosta de fazer algumas coisas por conta, mas não abro mão dos serviços de guia e traslado, pois nos poupam tempo, e só com eles aprendemos realmente sobre uma cidade ou país. Vale o investimento.

Confiram abaixo os vídeos que gravei em diferentes pontos da cidade durante este primeiro dia de viagem. e até breve!

O BAIRRO MEDIEVAL DE ZAGREB

TORRE DOS LADRÕES E O CHEIRO DA PÓLVORA

DANÇAS FOLCLÓRICAS NO PASSEIO DE DOMINGO