Varazdin – A cidade dos Anjos, bicicletas e Flores – 23/09/18

Na tarde de domingo (23/09/18) fui para Varazdin, que fica a 80 KM de Zagreb. Me chamou a atenção a beleza dos bosques e a autoestrada, que é toda duplicada e cheia de túneis. A cidade, conhecida por ser a cidade dos anjos, das bicicletas e das flores, faz jus a tudo, pois em vários locais, misturada à sua célebre arquitetura barroca. Há jardins, pessoas andando de bicicletas (claro que nem de longe parece Amsterdã, até porque a cidade só tem 50 mil habitantes, e na maioria idosos) e anjos nas fachadas ou escondidos misteriosamente em estreitos espaços entre uma construção e outra.

CULTURA BARROCA

A cidade, fundada em 1188, tem como destaque as construções barrocas e o festival de música barroca que acontece dentro da Catedral nos meses de setembro.

CASTELO TRAKOSCAN

Também conferimos a Medica, que se pronuncia “meditzca” (licor de mel com 28% de álcool, amargo primeiro e doce ao final) e o Castelo Trakoscan ( muito bem preservado), que foi uma fortaleza para defender a cidade das tentativas de invasão turco-otomanas durante os séculos XV, XVI e XVII.  Mas #VOCÊSABIA que a cidade nunca foi invadida? Ela foi capital do país por um breve período no século XVII.

CIDADÃOS ORGULHOSOS DE SEU PASSADO

Centro da cidade

Cidade de passado rico e glorioso, teve seu apogeu no Sec. XVIII e XIX, quando teve seu teatro construído, antes inclusive que Zabreb, em 1873. O modo de vida desta cidade era, em seu tempo, tão cosmopolita e arrojado que se igualava a Viena, capital do Império Austro-húngaro. Hoje, é um pequena cidade pacata e de cidadãos muito orgulhosos de seu passado.

Passeio pelo Mercado e Museu de Zagreb – 23/09/18

Com um dia nublado e com temperatura amena, iniciamos nosso city tour com um guia local, que por 2 horas nos mostrou as principais atrações da cidade. Zagreb, com mais de 1000 anos de história, apresentou-se em um domingo a nós com um céu cinza e ruas vazias, pois o movimento começa depois das 11h.

E, nós, desde às 9h já caminhávamos pelo centro, admirando sua Catedral (Kaptol) –  que é a construção mais alta de toda a Croácia, com 108 metros de altura – e a  Ulica (Rua) Tkalciceva – que no dia anterior tínhamos apreciado os bares. Hoje, descobri que até o inicio do século XIX era a rua mais famosa não pelos bares, mas sim por ser a zona de prostituição da cidade, atividade considerada ilegal.

Estes túneis foram construídos para a população se proteger dos bombardeios durante a guerra de independência da Iugoslávia, em 1990.

MERCADO DOLAC

Também caminhamos pelo Mercado Dolac, que desde 1930 vende frutas, artesanato, carnes e outros produtos. Funciona das 07h às 13h todos os dias, e dá ao centro da cidade um ar tão provinciano e tão pitoresco que encanta. Ali se come figos frescos, torresmo de porco e outras iguarias. Da parte baixa formos para a parte alta da cidade.

Os shows e danças tipicas ocorrem no centro aos domingos durante todo o verão e outono.

TORRE DOS LADRÕES

Por ruelas bem fininhas e estreitas, por escadas íngremes e muralhas pichadas (pichação é um problema da cidade), chegamos à Torre dos Ladrões. Essa torre, construída durante a Idade Média e que funcionou ativamente até o século XIX, é hoje uma atração turista e lembra pontualmente a todos, exatamente às 12h com um soar de canhão de 145 decibéis, que as portas da cidade alta seriam fechadas em 5 minutos. Por isso é apelidada  de Torre dos Ladrões, pois eles ficavam de fora da cidade à noite. Custa 20 kunas para subir e ter uma vista de 360°. São mais ou menos 150 degraus.

Fomos à Igreja de São Marco, com seu telhado belissimamente ornamentado com os símbolos da Croácia.

MUSEU DA CIDADE

A poucos passos está o mais famoso Museu da Cidade – O Museu das lembranças de corações partidos. É um pequeno Museu que recebe doações de objetos de pessoas que tiveram seus corações partidos pelo fim de um relacionamento, e tal objeto simboliza isso. Custa 40 Kunas (Aproximadamente EUR 5,50) e só vale a pena entrar se você tem inglês ou croata fluente, pois tudo está nessas duas línguas, e sem entender as histórias, o museu perde o sentido.

CIDADE BAIXA E OS GRAFITES

Descendo da parte alta por uma outra escadaria, pode-se ver grafites pitorescos e bonitos. Novamente na cidade baixa, caminhei pelas ruas e avenidas, comendo um “pastel” típico local, pois mais vale ver do que sentar e comer.

A história diz que os cavalheiros presenteavam as damas com esse coração de pão de mel e açúcar (pastéis típicos) como prova do seu amor. O espelho era para as damas olharem o seu rosto; o rosto que encantava os homens.