Entra e sai da Croácia e Bósnia – Depois seguindo para Mostar!

Hoje (26/09/18), a palavra “depende” fez todo o sentido, pois desde cedo a guia nos explicava que o dia dependeria das fronteiras. O vento Bura se acalmara, mas, agora, seriam as fronteiras. Isso porque hoje entraríamos na Bósnia-Herzegovina para ir a Mostar, voltaríamos para a Croácia, entraríamos novamente na Bósnia e voltaríamos novamente na Croácia para ir a Dubrovnik. Achou estranho? Põe no google maps para ver como é. É UMA CONFUSÃO NA CABEÇA DA GENTE! Para fazer 306 KM é preciso entrar e sair 2 vezes de cada país. Essa logística de entradas e fronteiras é o resultado da divisão dos países após a Guerra da Iugoslávia. Como estamos fora da alta temporada de turistas, as fronteiras estavam relativamente vazias. Desta forma, sobrou tempo para incluirmos mais uma visita na Bósnia: a cidade de Medjugorje.

MEDJUGORJE – E A PEREGRINAÇÃO CRISTÃ

Basílica de Medjugorje

Começamos por falar de Medjugorje, que foi uma surpresa para mim, pois não a conhecia, nem sabia de sua importância. Em 1981, seis meninos viram a Virgem Maria na região e, de lá para cá, foi construída essa Basílica, que hoje é um dos principais centros de peregrinação da Europa. É diferente de Fátima, Lourdes e outras da Europa ocidental, pois aqui dizem que a virgem concede milagres a pessoas com depressão e também a jovens.  Confesso que não sou muito religioso, por isso não me tocou muito a cidade, mas me chamou a atenção ver americanos jovens e velhos tão longe de casa, e principalmente japoneses, ali, fazendo sua peregrinação. Existem poucos japoneses cristãos, por isso, ver uma missa cristã ser celebrada em japonês é bem estranho! A Basílica é simples e nada ostentadora. Visita e pedidos à virgem feitos, seguimos rumo à Mostar.

MOSTAR – VESTÍGIOS DA GUERRA

Marcas de tiros e bombas pela guerra de independência na década de 1990

Mostar, que já foi uma cidade bem importante da ex-Iugoslávia e que possuía uma indústria de alumínio de destaque nas décadas de 1970/1980, foi muito destruída e atacada na guerra da década de 1990. Sua população, de maioria muçulmana, decorrente de anos e anos de dominação otomana, foi muito sacrificada. A cidade até hoje mostra suas feridas e marcas de tiro. Entretanto, o mundo não ficou de olhos fechados. Houve muita ajuda na reconstrução da cidade, que hoje vive quase que exclusivamente do turismo. E, vale a pena visitá-la para os que têm mais tempo. O centro histórico bem reconstruído é muito legal.

As casas, os bazares, os restaurantes, as pechinchas e barganhas de preço; tudo faz com que a gente se transporte para uma cidade do oriente médio, mas “OPA, ESTAMOS NA EUROPA?!” Isso é o legal desta cidade. Se escuta a hora de ir à mesquita e tudo. Mulheres de véu, não de burca. Mas, cuidado, avisa a guia, ciganas e batedores de carteia por todo o lado. Caminhei por tudo para tirar a foto de melhor ângulo da ponte, e, é claro, o melhor lugar na torre da Mesquita por EUR 6,00, bem barato pelo que oferece.

PONTE DE MOSTAR

Cem degraus por uma escadinha bem fininha e voilá: A PONTE DE MOSTAR! BELA E IMPRESSIONANTE! O rio é limpo e com um azul fenomenal. Além da ponte, visitei uma casa construída na década de 1680, que hoje é um museu, e podemos ver como os cidadãos viviam na época. Sobre a comida, é como se estivéssemos em Istambul. Tudo igual. Caro? Não, é MAIS BARATO QUE A CROÁCIA e os bazares e lojinhas têm de tudo, de bons artesanatos até quinquilharias chinesas. Às 15h saímos rumo a Dubrovnik, a grande joia da coroa croata.

STARI MOST, em bósnio “Ponte Velha”, é uma ponte do século XVI na cidade de Mostar, Bósnia e Herzegovina, que cruza o rio Neretva e liga as duas partes da cidade. A Ponte Velha permaneceu firme por 427 anos, até ser destruída em 9 de novembro de 1993, na Guerra da Bósnia. Logo depois, um projeto foi feito a fim de reconstruí-la, sendo a ponte reaberta em 23 de julho de 2004. Diz a lenda que quando a ponte caiu, as pedras sangraram, fazendo o rio ficar vermelho. Por isso, a ponte virou um dos símbolos da Guerra.

Centro antigo da cidade

DUBROVNIK – CHEGAMOS…

Chegamos na região de Dubrovnik, e resolvi me hospedar em um hotel para curtir a praia, e desta forma estou a 30 Km da cidade amuralhada. O hotel fica em uma baía privada e de praia exclusiva. Chegar e ver o mar na nossa frente, limpo, transparente e de uma azul único: não deu para resistir. Check in, sunga e um bom mergulho para lavar a alma e curtir a vida. A água de 22 graus fez a tarefa facial frente a um sol de 18 graus. A água é bem salgada e boiar é fácil. Dois metros para dentro já estava com 5 metros de profundidade, e se vê tudo lá em baixo como estivesse a 1 metro. Os peixes nadam ao redor da gente, e em certos momentos, eles ficam passando pelas nossas pernas como fossem gatos. Meu filho, que é metido a pescador, iria adorar estar aqui, mas isso ficará para a próxima.

Bom, amanhã o dia começa às 08h30 e Dubrovnik, a cidade amuralhada, é o meu destino. Até lá!

 

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