Machu Picchu, uma cidade dos Deuses – Por Sabrina Saraiva

Logo que acordamos para tomar o café da manhã, minha vontade era de pular essa etapa e correr direto para o micro-ônibus que nos levaria à entrada de Machu Picchu.

As curvas sinuosas beirando precipícios e aquela mata fechada, quase intocada, já mostrava sinais de que a cidade inca iria superar minhas expectativas, que já eram altas, quase tão altas como a altitude de Cusco.

De início, a cidade perdida dos Incas estava tímida e se mostrava apenas de relance por entre a neblina e as nuvens que passavam por ali, mas à medida que o sol surgia, ela começava a mostrar os sinais de sua grandeza…

Se você curte história ou quer entender um pouco mais sobre como funcionava a citadela e sua importância dentro do império Inca, eu recomendo a contratação de um tour guiado, de preferência com um guia credenciado. Sem uma boa explicação, Machu Picchu perde boa parte da sua graça e magia. Se você preferir contratar na hora, na própria entrada do parque, saiba que existem diversos guias esperando pelos turistas na porta.

Durante o passeio, aprendemos muitas histórias e detalhes sobre arquitetura, hidráulica e sistemas de irrigação, astronomia, cultura Inca e suas tradições. Uma verdadeira aula em que pudemos perceber como tudo o que havíamos visto em Lima, em Cusco e no Valle Sagrado finalmente se encaixava em Machu Picchu.

Mesmo com toda destruição que o império espanhol trouxe à cultura Inca, Machu Picchu conseguiu escapar quase intacta graças à densa floresta que a cercava (e cerca) até hoje. Sorte nossa 😀

Dizem também que, ao ser descoberta pelo americano Hiram Bingham, diversas peças incas foram perdidas, roubadas ou levadas embora da cidade por ele e pela sua equipe. Estima-se que mais de 4000 peças estão distribuídas entre universidades e museus dos EUA.

Infelizmente, nem tudo são flores no antigo reino Inca. Apesar de ter sido declarada uma das “Novas Sete Maravilhas do Mundo” em 2007, Machu Picchu está na lista da Unesco como um dos patrimônios da humanidade que estão ameaçados.

Chegar onde eu desejasse com as minhas próprias pernas, me exigiu bastante! Muitas vezes era evidente os sinais de grande fadiga, afinal são muitas subidas!

Senti muita emoção em estar num dos templos mais místicos e cheios de lendas do mundo.

Eu senti que estar ali, naquele momento, em Machu Picchu, no topo de Huayna Picchu, era um marco na minha vida de turista/viajante.

Fui embora com a nítida sensação de que queria ainda mais, muito mais…

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