Vilarejo de Solitaire, Trópico de Capricórnio e Parque Naukluft

Por Sabrina Saraiva – direto da Namíbia

O caminho como sempre foi feito por uma estrada de terra, mas confesso que já estava acostumada. Com tantas paisagens maravilhosas e contrastantes o tempo na estrada passa rápido.

Fizemos uma parada no famoso Vilarejo de Solitaire onde comemos a famosa torda de maçã, a mais famosa na Namíbia! Esta parada é ícone, pois é simplesmente no meio do nada!!! Onde não há nenhum tipo de estrutura a 200 km antes ou 100 km depois.  Lá encontramos muitos carros antigos, o que  mostra como esta região já é visitada por muitas décadas.

TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

Fizemos também uma parada rápida na beira da estrada para conhecer a Tribo Ereras e ainda passamos pela linha do trópico de Capricórnio.

SOSSUSVLEI LODGE – INTEGRAÇÃO COM A NATUREZA

O Sossusvlei Lodge onde ficamos hospedados duas noites, fica situado no portão de entrada para o parque Namib Naukluft. Muito confortável, com um super visual integrado com a paisagem do deserto. Foi o lodge ideal para acabarmos nossa viagem.

Sossegado e com uma gastronomia maravilhosa, pudemos provar já na primeira noite as mais diversa carnes. Experimentamos carne de zebra, avestruz, oryx, javali e muitos outros que não sei o nome em português. O guia nos explicou na Namíbia só se pode caçar para comer e  é claro alguns animais específicos. A carne que mais gostamos foi Oryx e do Bringbok pois são carnes macias e um pouco adocicadas.

CÂNION SESRIEM

Acordamos e estávamos prontos já bem cedo antes do sol nascer para ir conhecer o deserto, o famoso Sossusvlei, as árvores pretas queimadas de Vlei e o cânion Sesriem. Era o nosso último passeio e deixamos para o final este parque porque foi ele que me encheu de vontade de ir à Namíbia.

As fotos que há deste lugar são surreais. E é tudo isso mesmo que as fotos mostram. Quando nasce o sol e as dunas vão trocando de cor e ficando com um brilho magico e a paisagem todo se ilumina de vermelho não tem o que dizer.

Subimos a pé uma duna de 250m de altura e não foi fácil a subida, levamos quase 1 hora para chegar ao topo, mas quando chegamos lá foi como entrar em um cenário de filme! Que uma energia contagiante e renovadora! Daquelas que lava a alma e enche o coração!

E assim neste sentimento terminei esta aventura pela Namíbia com a vontade de quero mais, de que vou voltar, de que nada melhor que este tipo de viajem para mostrar para meu filho o verdadeiro sentido e a beleza da vida.  Saímos de lá com a promessa de ano que vem ir ao encontro de outra aventura pela África, que tanta me fascina!

Valeu Namíbia!!!!!

Swakopmund – A principal praia da Namíbia

Por Sabrina Saraiva – direto da Namíbia

Chegamos em Swakopmund é foi uma surpresa pois esta cidade litorânea é muito limpa, florida e organizada. Onde ainda se nota muito claro a herança alemã. Após nos acomodamos em nosso hotel/guesthhouse saímos para conhecer a cidade e locamos bicicletas para poder conhecer melhor. E foi uma delicia!!

Este tipo de acomodação guesthhouse (pousadas) é muito comum nesta região em função do estilo de turistas. A cidade recebe que em sua maioria europeus (alemães, britânicos, espanhóis, austríacos, etc)  que gostam muito deste tipo de hospedagem, pois se sentem em casa e tem sempre a dona para conversar trocar historias, experiência e dar muitas dicas locais.

A cidade é a principal do litoral da Namíbia e muitos sul-africanos também têm casas de veraneio por lá. O comércio é de muito bom nível com artigos diferenciados. Há muitos restaurantes gostosos que as especialidades são os frutos do mar. Nós jantamos no restaurante da plataforma e foi delicioso e muito barato.

WALIVIS BAY E LAGOA SANDWICH HARBOUR

Antes de deixar esta região rumo ao deserto não poderíamos deixar de conhecer Walvis Bay e fazer um passeio pela região e conhecer a lagoa Sandwich Harbour, uma das mais ricas e únicas da África Austral.

As famosas Wedged são as dunas que estão entre o mar e o deserto de Namib. E não sei como dizer sem ser redundante e dizer que foi mágico, maravilhoso, emocionante.

E ainda tivemos uma parada para comemorar o aniversário do meu marido com um coquetel no meio das dunas. Foi muito legal e inesquecível.

Depois deste passeio maravilhoso partimos para nossa última etapa da viagem conhecer o famoso deserto Namib com as suas dunas vermelhas, que tanto tinha visto em fotos e em blogs da Namíbia.

Twyfelfontein Country Lodge – Onde a natureza reina!

Por Sabrina Saraiva – direto da Namíbia

O Twyfelfontein Country Lodge onde ficamos hospedados está situado numa região de Patrimônio Mundial da UNESCO. A área de Twyfelfontein é um ecossistema muito vulnerável e delicado, também conhecido por ser um dos melhores exemplos de San Rock – pinturas e gravuras na África Austral.

As formações rochosas são muito interessantes. É o que resultado da pré-história por todas as formações vulcânicas.

Encontramos nesta aérea uma floresta petrificada e muitas crateras. A fauna e flora de Damaraland é típica da região Pré-Namib e as espécies vegetais incluem a magnífica Welwitschia –  uma variedade de espécies de Commiphora.

Alguns amimais se adaptaram a esta região e pudemos ver de perto os famosos elefantes do deserto como são chamados!

Já na chegada, nos impressionamos com o lodge pois foi mais um exemplo da preocupação que eles tem de deixar a natureza reinar absoluta e que o que o homem constróis interfira o menos possível no ambiente. Isso mostra o respeito que eles têm pela natureza. E como sempre digo: são os ensinamentos que a África nos dá!!!

O ÚLTIMO SAFÁRI DA VIAGEM

Chegamos nos acomodamos e fomos direto fazer nosso último safári/game drive desta viagem e foi lindo! Uma experiência impressionante, pois passamos por uma tempestade de areia, terrenos e paisagens que mudam drasticamente, mas que tiram o fôlego e não sabemos escolher qual a mais bonita.

Chegamos bem perto dos elefantes e foi uma delícia ficar no Jeep observando  eles caminharem e se alimentarem. E ainda paramos para ver o pôr do sol bem no alto de uma montanha! Eu não tenho palavras para descrever tanta beleza!!  Somente a agradecer por estar aqui e por poder sentir e ver tudo isso!!

Tivemos uma ótima noite de sono com a temperatura super fresquinha, pois já estávamos entrando no clima do deserto: uns 15 graus! Saímos do Lodge com destino à Swakopmund.

No caminho fizemos uma parada para ver os famosos petrolíferos ou desenhos rupestres como também são conhecidos.

E pensar que há milhares de anos os povos passaram por esta região tão inóspita para se habitar…e a forma como se comunicavam e ensinavam, eram através de desenhos. Hoje, nós chamaríamos tudo isso de arte e seus artistas, pois não é fácil desenhar na pedra.

Parque Nacional Etosha – Um dos cinco maiores da África

Por Sabrina Saraiva, direto da Namíbia

Hoje o dia começou cedo. Aliás, acordar antes do amanhecer é uma característica neste tipo de viagem, pois o melhor da natureza acontece quando nasce o sol e sempre nos emocionamos com a luz e a beleza do amanhecer. Por ser um clima quente, é cedo que encontramos mais facilmente os animais, pois estão buscando água e até caçando. Quando o sol esta à pico os animais estão escondidos nas sombras das árvores, muitas vezes fazendo a digestão do que caçaram pela manhã.

Saímos do  aha Eagle Tented Lodge às 6h da manhã no Parque Nacional Etosha para mais um Game Drive ou Safári como nós conhecemos. Sabíamos que estávamos em um dos cinco parques nacionais mais importantes da África, ao lado de reservas famosas como #Kruger, na África do Sul, e #Serengeti, na Tanzânia! 

Além do mais, comprovamos de perto que o Etosha é o principal atrativo turístico da Namíbia. Mais de 200 mil pessoas visitam o parque anualmente! A maioria espanhóis, alemães e ingleses. A quantidade de animais (UM ATRATIVO E TANTO!) dentro dos limites da reserva de maior prestígio do país é alta e o lugar protege 114 espécies de mamíferos e 340 de aves!

A formação geológica do Parque Etosha – branca como neve – pode ser identificada do espaço. Geólogos consideram que a planície tenha sido formada há dezenas de milhões de anos.

SENSAÇÃO DE ESTAR EM MARTE!

Fazer o Game drive em Etosha é diferente de tudo, pois a paisagem é o terreno é o que mais impressiona. Logo na entrada a sensação é que estávamos em marte, pois o terreno tem somente pedras! A paisagem vai mudando à medida que vamos entrando no parque, daí começamos a  ver um pouco mais de vegetação.

AS CRIANÇAS E A LEI DA SOBREVIVÊNCIA

Existem muitos poços onde os animais tomam água. Em dois destes poços presenciamos cenas que vão ficar para sempre nas nossas memorias. Vimos um Chacal caçando entre um grupo de Springbox e Zebras. Ele pegou na nossa frente um baby Springbox e as crianças ficaram impressionadas, pois tinha mais de 50 animais em volta e não fizeram nada e o Chacal ficou comendo o bichinho na frente de todos os demais!! #MOMENTOTENSO

Conversamos com os guris e explicamos que esta é a lei da sobrevivência. Mas é difícil entender… quando tentamos educar nossos filhos para que ajudem o próximo.

 E noutro poço encontramos três leoas que recém tinham comido uma zebra!! E o impressionante e que essas estavam no poço e todos os aminais em volta sem se mexer! #MOMENTOESTÁTUA  Eles estavam esperando a felina sair para tomarem água. O que comprova o reinado destes animais sobre os demais e na cadeia hierárquica!

Momento selfie no jeep!

Descobrimos ainda que, devido ao clima árduo da região, os administradores do parque construíram poços para dar água adicional aos animais e evitar um maior estresse durante a seca.

Essa e tantas outras cenas revelam a natureza como ela é, sem disfarces! É o que faz Etosha ser um lugar fascinante!

 

HOSPEDAGEM NO EPACHA LODGE – LINDO E CONFORTÁVEL!

Voltamos do parque e fomos nos hospedar no hotel situado na mesma reserva em que estávamos, mas que não eram as tendas. O Epacha Lodge muito confortável e lindo.

Aproveitamos para curtir o spa e a piscina e descansar pois no dia seguinte nossa aventura seguia agora em direção ao deserto.

Acordamos para mais um dia de aventura desta vez saímos as 8h30 do hotel após um delicioso café da manhã, rumo a Twyfelfontein Country Lodge que fica na região da Damaraland onde nos deparamos com paisagens vulcânicas com suas incríveis formações geológicas.

A CURIOSA “TRIBO DE HIMBA”

No caminho do parque passamos pelo povoado “Tribo de Himba”. Em toda a África, ainda existem algumas tribos que respeitam e vivem de acordo com as tradições de seus antepassados. Uma das mais conhecidas é a tribo Himba, que tem aparência característica de cor avermelhada.

Foi muito legal tivemos contatos com as crianças e as mulheres da tribo e ficamos impressionados com a forma de vida e a vestimentas. Mas o que mais nos chamou a atenção foi que a mulheres nunca tomam banho com água e sim tem um ritual de defumação e não ficam com cheiro forte são super preocupadas com a aparência. Para todos, mas ainda mais para meu filho e seu amigo foi uma experiência única entender na prática outras formas de cultura.

Vimos de perto como existe um mundo paralelo, onde um grupo consegue manter um estilo de vida tradicional e tão diferente do nosso!

As casas dos Himba são arredondadas feitas de barro e esterco de vaca. Essa mistura ameniza a temperatura dos dias mais quentes, e mantem o calor para as noites frias. A variação de temperatura  é bem grande, chegando aos 45 graus no verão, e a sensação de congelamento no inverno!

Saímos da tribo encantados e no caminho para nossa próxima parada ficamos conversando muito sobre a cultura deles, explicando e trocando muitas informações e aprendizado. Foi realmente uma experiência muito rica onde podemos passar para os guris muitos ensinamentos, que só este tipo de viagem pode proporcionar!!  VALEU MUITO A PENA!

CURIOSIDADE: Mas afinal, por que os Himba são vermelhos? 

A razão pra isso é o “Otjize”, uma pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho – às vezes perfumado com resina aromática – que as mulheres aplicam duas vezes ao dia nas tranças e no corpo. Existem algumas explicações para o uso do “Otjize”. Uma delas é a diferenciação entre homens e mulheres, já que eles não aplicam a pasta. A mistura também serve para proteger do sol e repelir os insetos. Há ainda o significado simbólico, unindo a cor vermelha da terra e do sangue, que é o símbolo da vida.

 

Próxima parada: Namíbia!

Olá leitores!
Hoje apresento aqui no blog uma experiência da nossa diretora comercial, Sabrina Saraiva, que a partir deste post irá relatar sua viagem pela Namíbia! um belíssimo destino situado na África Austral. Agora vocês poderão acompanhar por aqui tudo que ela vai ver e viver nesta aventura!  Boa leitura!
Fabian Saraiva

 

QUE COMECE A VIAGEM PELA NAMÍBIA

Olá pessoa! Como o Fabian já me apresentou acima, eu sou a Sabrina Saraiva. Quero contar para vocês que fazia muito tempo que desejava conhecer a Namíbia, país situado no continente Africano à esquerda da África do Sul. O que sempre me chamou a atenção foi o deserto, pois confesso que sou amante teste tipo de ambiente. E este deserto prometia o mar, as dunas vermelhas e toda a energia que só o deserto tem. Além disso, tinham os safáris ou Game Drive, como são chamados. A ideia de ser uma ex-colônia alemã e ainda por estar da África baixa, me encanta a cultura! hospitalidade! e diversidade! Confesso, que eu tinha um pouco de receio de ir e me decepcionar, pois como tudo que se deseja muito às vezes decepciona. Mas a verdade é que me surpreendeu, me tirou o fôlego, me apaixonei! E agora aqui vou contar um pouquinho desta viagem encantadora! Acompanhem!

AÉREO

Esta viagem surgiu meio que sem querer. Meu filho de 11 anos tinha 01 semana de férias e convidamos um casal de amigos com seu filho da mesma idade para viajarmos juntos. Pesquisando tarifas aéreas e vendo para onde poderíamos ir, achamos uma ótima oferta pela Taag, logo para a Namíbia, nossa era para onde sem quis ir!! Falei com meus amigos e embarcamos nesta aventura!!

Esse é Frederico no aeroporto de Angola

E então, a nossa viagem foi realizada pela companhia aérea TAAG.  E nosso avião era um boing 777 muito confortável. Posso dizer que tivemos um voo bem tranquilo e o serviço era muito bom. Partimos de São Paulo e fizemos escala em Luanda, capital de Angola. Uma parada rápida para esticar os pés no pequeno e simpático aeroporto de Luanda.

CHEGANDO EM WINDHOEK!

O aeroporto de Lunda onde fizemos uma escala de 3 horas era pequeno,  mas encontramos uma sala/bar com vista para a pista que tinha internet e poltronas confortáveis. E o voo ate Windhoek, capital da Namíbia também foi tranquilo em uma aeronave menos e a duração é de  2h15.

O aeroporto de Windhoek fica localizado a 60km da cidade. É pequeno, mas bem simpático. Chegamos encontramos o nosso guia, trocamos de roupa para poder entrar no clima quente e seco, trocamos dinheiro e partimos direto para o Erindi que fica há 2 horas do aeroporto. Foi lá no Erindi em que fizemos nosso 1 Game drive.

#muitaempolgação #enfimchegamos

Para quem não sabe, Windhoek é a capital da Namíbia e quer dizer “Esquina do Vento”. A cidade possui uma área de 645 km² e 230.000 habitantes e foi fundada em 1890, concentrando hoje uma oitava parte da população total do país, estimada em 1,8 milhão de habitantes.

NO CAMINHO UMA FEIRA DE ARTESANATO

No caminho passamos por uma feira de artesanato local no vilarejo de Okahandja muito legal! A feira cheia de peças entalhadas em madeira, muitas máscaras e peças feitas com ossos de animais. Claro que já que fizemos algumas comprinhas! hehehe

Além ter coisas muito lindas e bem típicas, o valor é muito em conta, barato mesmo! Aliás esta é uma das vantagens de se viajar para a Namíbia, tudo é muito barato, compras, restaurantes, locação de bicicleta etc. O Dólar Namíbia como é chamada a moeda local, realmente é muito conveniente para nos Brasileiros.

CHEGANDO EM ERINDI

Chegamos à reserva Erindi já no final da tarde no acomodamos e fomos jantar. O Lodge é muito confortável e com uma ótima gastronomia. Foi um dia longo, mas muito compensador, pois já na chegada nos deparamos com esta vista MARAVILHOSA!

O PRIMEIRO GAME DRIVE

Acordamos bem cedo e às 6h30 partimos (bem ansiosos) para nosso primeiro Safári ou Game Drive como é chamado por aqui no Erindi Private Game Reserve uma reserva protegida no centro da Namíbia. A reserva de 70 mil hectares está situada a 40 km a leste da cidade de Omaruru, entre a Erongo Mountain Nature Conservancy e a Montanhas Omatako.

A sensação de ser fazer um safári para mim é sempre o de uma aventura, pois vamos à busca dos animais e quando os encontramos contemplamos sua beleza e nos damos conta de como a vida é realmente. Vimos muitas girafas, zebras, Oryx, rinocerontes, hipopótamos etc.

As crianças ficaram encantadas com as girafas, pois elas são muito simpáticas e majestosas.

Erindi, que significa “lugar da água”, é um paraíso natural sustentável.  A área é guardiã da quantidade mais prolífica de espécies endêmicas e de múltiplos projetos de conservação. Com 70.719 hectares de selva intocada a reserva possui a  imensa tarefa de buscar iniciativas de conservação em nome do turismo ecológico e capacitação das comunidades locais.

Hoje, Erindi é um retiro idílico com dois acampamentos, uma rica herança cultural, guias experientes e hospitalidade inigualável – garantindo que os visitantes tenham o tipo de safári que vive na memória por toda a vida!

Para nosso primeiro game drive tivemos muita sorte!! Olhem quantos animais podemos ver bem de pertinho!! EMOCIONANTE!! Deu frio na barriga!!

As Zebras são lindas!

Mas a girafa foi o que mais nos cativou. Ela tem um jeito muito fofo e elegante!

Quanta elegância!

Despertamos a curiosidade da Girafa, será?
A Leoa curtindo o dia lindo!

 

RESERVA ETOSHA, AÍ VAMOS NÓS! 

Depois do Safári tomamos café no hotel e partimos para Etosha um dos maiores e mais famosos parques na Namíbia. Estávamos cheios de expectativas para a próxima aventura. Então, chegamos na Eagle Tended Lodge na Reserva Epacha.

DORMINDO EM TENDAS! 

O espírito era de aventura! Ora! vamos dormir em tendas! Isso quando estamos no meio de uma reserva, é incrível! E o melhor de tudo!  As acomodações não poderiam ser melhores!

Escolhemos nos hospedar neste lugar para as crianças terem a sensação de estar acampando, pois é um sonho do meu filho. Mas é claro que as tendas não eram tão básicas como se pode imaginar em um acampamento e sim super confortáveis e amplas, com luz elétrica, banheiro e chuveiro. Afinal estamos na África e uma coisa que sempre me surpreende nesta região é a qualidade dos Lodge.

Veja só! Cada uma das 16 tendas espaçosas do aha Eagle Tented Lodge foi construída em pedra natural e possui um deck de madeira elevado para você apreciar a vista panorâmica de Epacha. Ou seja: VISTA DE TIRAR O FÔLEGO!

Se você escolher uma típica tenda Safári estilo Hemingway ou uma barraca Family Safári, o conforto absoluto (PODE TER CERTEZA) é garantido com instalações privativas (banheira ao ar livre ou chuveiro ao ar livre), um pequeno lounge, limpeza diária e serviços de quarto e muito mais.  PERFEITO!

Kotor é a cereja do bolo!

Com o clima extraordinário que amanheceu no último dia de viagem,(28/09/2018) por que não esticar a viagem até Montenegro? Seria um dia perfeito para conhecer a tão lendária Baía de Kotor, o chamado fjord montenegrino. O famoso poeta inglês Lord Byron escreveu: “At the moment of the creation of our planet, the most beautiful merging of land and sea occurred at the Montenegrin seaside…” (“No momento da criação do nosso planeta, a mais bela fusão de terra e mar ocorreu no litoral montenegrino…), e com esta descrição em mente, cruzamos a fronteira às 8h da manhã para não pegar congestionamento e muitos turistas na fronteira.

Catedral da Cidade

Montenegro que é um dos estados/países mais jovens independentemente falando (2006) do continente, e tem como moeda o Euro, mesmo que não faça parte da “Eurolândia” e nem da Comunidade Europeia. Então, como tem Euros?! Sendo uma país tão pequeno em termos de extensão territorial e de população de menos de 700 mil habitantes, seus governantes decidiram por não ter uma moeda própria, e, assim, adotaram o Euro.

BAÍA DE KOTOR

Um belíssimo e encantador encontro do mar com as montanhas. A região parece um fjord e tem como principal ponto turístico a exuberante Ilhota da Nossa Senhora das Rochas, que tem uma história peculiar. É uma ilha artificial em que os locais todos os anos jogam pedras e afundam pequenas embarcações para que a ilha se mantenha e não afunde, nem diminua de tamanho.  A cereja do bolo é a cidade de Kotor!

Uma cidade com muralhas que não só cercam a cidade, como também circundam as montanhas. Hoje em dia, essa região vem chamando a atenção dos turistas a ponto de 600 cruzeiros atracarem na cidade por ano. O navio quase entra cidade a dentro de tão perto que atracam.

Kotor é muito parecida com Dubrovnik e Trogir, mas sua muralha é diferente e a região da Baía faz toda a diferença. Estando a 91 KM de Dubrovnik, considero que vale muito a pena investir tempo em visitar a região. Por mais que seja uma cidade amuralhada como outras do roteiro, o fato de conhecer um outro país, uma outra cultura e apreciar as paisagens da Baía de Kotor fizerem deste dia um passeio imperdível!

A dica é começar o passeio parando no parador Verige 65 na boca da Baía. A música do lugar é muito boa, muito boa mesmo! Tudo a ver com o clima do lugar. As suas “repouseiras” e o café são um convite a contemplação e admiração do lugar.

Um dilema: Subir ou não subir a montanha/muralhas externa da cidade, eis a questão. Custa EUR 8,00 e tem uma bela vista da cidade. Leva 20 minutos em uma subida íngreme e de chão pedregoso até a igreja, e 40 mim até o forte.

VINHOS LOCAIS

Os vinhos locais, para mim, foram uma atração à parte. Não sou um expert e por isso, os enólogos de plantão que me desculpem caso eu esteja dando mais crédito ao vinho do que a realidade, mas gostei muito da variedade de uvas Vranac, tipicamente local e com proteção de origem desde 1977. É um vinho leve, saboroso e com um toque único. Uma garrafa de uma boa safra custa no único minimercado de dentro da cidade EUR 9,00.

A MISTURA PERFEITA ENTRE MAR, MONTANHAS E ILHAS!

Enfim, ter viajado pela Croácia de norte a sul, Bósnia-Herzegovina e Montenegro foi, para mim, uma descoberta e a concretização do que eu imaginava. Belas paisagens, lindas cidades, mar incrível e um desejo de viver a vida a bordo de um veleiro ou em um hotel de frente para o mar. A mistura perfeita entre mar, montanhas e ilhas.  O limite entre o ocidente e o oriente incrustado no sul da Europa.

Uma concretização da ideia de que, nesta região, que tem sido passagem de impérios como os romanos, otomanos, venezianos e austro-húngaros, originou-se uma luta secular constante. PERCEBEMOS UMA IDENTIDADE PRÓPRIA E UM ESPÍRITO DE LUTAR POR SUA INDEPENDÊNCIA VIVO E MARCANTE NO OLHAR DE CADA UM!

Espero que a paz que vivemos hoje nesta região seja eterna e que as guerras vividas aqui fiquem no passado. Que sirvam de lição para todos, pois, em um mundo cada vez menor e globalizado a península balcânica é um resumo do mundo, já que aqui vivem cristãos, cristãos ortodoxos, muçulmanos e mais recentemente chineses.

Dubrovnik, um tesouro Croata!

Ao abrir a janela do meu quarto, no primeiro andar de frente para a praia, o dia prometia sol, céu limpo e calor, ou seja, o dia perfeito para conhecer a tão famosa e bela Dubrovnik. Saímos às 9 da manhã, em 27/09/2018. E o passeio pela estrada vicinal, por si só, já é um deleite aos olhos.

Cada praia, cada enseada, cada vista de tirar o fôlego. Depois de uma curva à esquerda, surge, então, a nova ponte Franjo Tuđman, que deixou a entrada à cidade de quem vem do Norte, muito mais fácil. Uma ponte estaiada de arquitetura moderna que dá uma vista geral do porto novo e da parte moderna da cidade.

Por ser fora de temporada, havia só três navios; uns 4 mil turistas para visitar a cidade amuralhada. Na alta temporada pode chegar até uns 10 a 15 mil turistas por dia, entre cruzeiristas e pessoas hospedadas pela região.  Aos que querem mais tranquilidade e a possibilidade de caminhar sem muita gente pela cidade, sugiro evitar julho e agosto, até porque nessa época as temperaturas podem chegar a 45° e com muita umidade.

CENÁRIO DE GAME OF THRONES

A guia fica com a bandeira esperando as pessoas na praça fora da muralha na porta norte

Eternizada na série de televisão GAMES OF THRONES, há tours a pé guiados todos os dias com encenações especiais de algumas passagens da série aos participantes. Tem um custo de mais ou menos EUR 20,00 a EUR 27,00 em inglês e de EUR 25,00 a EUR 32,00 em espanhol (saída uma vez por dia às 09h30). Entretanto, por mais que a série seja famosa, não é o único atrativo que Dubrovnik tem a oferecer. A cidade tem muito mais!

A CIDADE VELHA DE DUBROVNIK

Há o teleférico, que de 3 em 3 minutos sobe ao topo da montanha, de onde se tem a melhor vista da cidade e um museu que conta o cerco da cidade durante a guerra de independência na última década do século passado. Custa em torno de EUR 21,00, o mesmo que o ingresso para caminhar pelas muralhas da cidade que tem uma extensão de 2,5 Km.

Caminhada pela Muralha

“O QUE É MELHOR?” Na minha opinião, a muralha, pois se você vai a Kotor (Montenegro), da estrada se tem a mesma vista do topo da montanha. Falando nisso, as vistas são impressionantes, tanto da estrada, quanto do topo da montanha ou da muralha.

Olhando a cidade do mar

O contraste do mar, os tetos vermelhos e a cidade em si criam um espetáculo aos olhos. Uma viagem no tempo, pois é muito difícil de acreditar que tudo esteja tão bem preservado e/ou reconstruído, já que 68% da cidade foi danificada durante a guerra.

A Rua Stradun, ou Placa, é a principal da cidade, que vai de norte a sul. Nela, se encontram as duas portas principais de acesso à cidade, uma ao norte (muralha) e outra ao sul (entrada do antigo porto). O calçamento é todo trabalhado em pedras brancas em harmonia com as fachadas dos casarios e palácios. Aliás, não espere fachadas suntuosas e magníficas em Dubrovnik, pois o conceito era ostentar pouco para não chamar a atenção dos inimigos (Venezianos e Otomanos), POIS TUDO QUE RELUZ A OURO, DESPERTA A COBIÇA! A cidade é hoje um grande museu com muitas igrejas, lojas de souvenir e restaurantes para todos os bolsos. Comida mediterrânea, pizzas e fast foods; tudo isso se encontra por aqui. No horário do almoço, nem pense em sentar-se só para beliscar ou tomar alguma coisa, pois os garçons logo avisam: sentar-se é para quem vai pedir refeição completa.

PASSEIO DE BARCO E BALADAS NA NOITE

Além de caminhar pelas ruas finas, escondidas e interessantes, ainda dá para curtir um passeio de barco para ver a cidade por outro ângulo (custa em média uns EUR 10,00). Pode-se fazer também de caiaque, mas aí é um outro passeio.

Para os que querem ver a cidade de outro ângulo de caiaque

Ah! E as baladas da noite! À noite, a cidade muda, com uma iluminação amarelada, e os bares e restaurantes do dia transformam-se, oferecendo músicas ao vivo de vários estilos.

Luzes amarelas na região de bares e restaurantes

Há também as baladas fechadas, dentro das muralhas e fora das muralhas, com vista para a cidade antiga. É uma cidade em que se pode viver o dia ou a noite, ambos de forma bem intensa.

HOSPEDAGEM NO CENTRO HISTÓRICO

Dubrovnik realmente é um tesouro croata à beira do Mar Adriático, com cultura, museus, restaurantes, baladas e muitos hotéis à beira mar com praias privadas ou públicas e com piscinas de borda infinita. Para os que queiram curtir a cidade em sua plenitude e não perder nenhum minuto com deslocamento e trânsito, vale hospedar-se no centro histórico. Ali, o viajante tem a chance de ficar em hotéis de experiência, pois são pequenos, intimistas e muitos remontam aos tempos antigos, mas, claro, com todo o conforto do século XXI. Mas cuidado com as escadas, pois são muitas, e as malas nessa hora são um problema.

 

Entra e sai da Croácia e Bósnia – Depois seguindo para Mostar!

Hoje (26/09/18), a palavra “depende” fez todo o sentido, pois desde cedo a guia nos explicava que o dia dependeria das fronteiras. O vento Bura se acalmara, mas, agora, seriam as fronteiras. Isso porque hoje entraríamos na Bósnia-Herzegovina para ir a Mostar, voltaríamos para a Croácia, entraríamos novamente na Bósnia e voltaríamos novamente na Croácia para ir a Dubrovnik. Achou estranho? Põe no google maps para ver como é. É UMA CONFUSÃO NA CABEÇA DA GENTE! Para fazer 306 KM é preciso entrar e sair 2 vezes de cada país. Essa logística de entradas e fronteiras é o resultado da divisão dos países após a Guerra da Iugoslávia. Como estamos fora da alta temporada de turistas, as fronteiras estavam relativamente vazias. Desta forma, sobrou tempo para incluirmos mais uma visita na Bósnia: a cidade de Medjugorje.

MEDJUGORJE – E A PEREGRINAÇÃO CRISTÃ

Basílica de Medjugorje

Começamos por falar de Medjugorje, que foi uma surpresa para mim, pois não a conhecia, nem sabia de sua importância. Em 1981, seis meninos viram a Virgem Maria na região e, de lá para cá, foi construída essa Basílica, que hoje é um dos principais centros de peregrinação da Europa. É diferente de Fátima, Lourdes e outras da Europa ocidental, pois aqui dizem que a virgem concede milagres a pessoas com depressão e também a jovens.  Confesso que não sou muito religioso, por isso não me tocou muito a cidade, mas me chamou a atenção ver americanos jovens e velhos tão longe de casa, e principalmente japoneses, ali, fazendo sua peregrinação. Existem poucos japoneses cristãos, por isso, ver uma missa cristã ser celebrada em japonês é bem estranho! A Basílica é simples e nada ostentadora. Visita e pedidos à virgem feitos, seguimos rumo à Mostar.

MOSTAR – VESTÍGIOS DA GUERRA

Marcas de tiros e bombas pela guerra de independência na década de 1990

Mostar, que já foi uma cidade bem importante da ex-Iugoslávia e que possuía uma indústria de alumínio de destaque nas décadas de 1970/1980, foi muito destruída e atacada na guerra da década de 1990. Sua população, de maioria muçulmana, decorrente de anos e anos de dominação otomana, foi muito sacrificada. A cidade até hoje mostra suas feridas e marcas de tiro. Entretanto, o mundo não ficou de olhos fechados. Houve muita ajuda na reconstrução da cidade, que hoje vive quase que exclusivamente do turismo. E, vale a pena visitá-la para os que têm mais tempo. O centro histórico bem reconstruído é muito legal.

As casas, os bazares, os restaurantes, as pechinchas e barganhas de preço; tudo faz com que a gente se transporte para uma cidade do oriente médio, mas “OPA, ESTAMOS NA EUROPA?!” Isso é o legal desta cidade. Se escuta a hora de ir à mesquita e tudo. Mulheres de véu, não de burca. Mas, cuidado, avisa a guia, ciganas e batedores de carteia por todo o lado. Caminhei por tudo para tirar a foto de melhor ângulo da ponte, e, é claro, o melhor lugar na torre da Mesquita por EUR 6,00, bem barato pelo que oferece.

PONTE DE MOSTAR

Cem degraus por uma escadinha bem fininha e voilá: A PONTE DE MOSTAR! BELA E IMPRESSIONANTE! O rio é limpo e com um azul fenomenal. Além da ponte, visitei uma casa construída na década de 1680, que hoje é um museu, e podemos ver como os cidadãos viviam na época. Sobre a comida, é como se estivéssemos em Istambul. Tudo igual. Caro? Não, é MAIS BARATO QUE A CROÁCIA e os bazares e lojinhas têm de tudo, de bons artesanatos até quinquilharias chinesas. Às 15h saímos rumo a Dubrovnik, a grande joia da coroa croata.

STARI MOST, em bósnio “Ponte Velha”, é uma ponte do século XVI na cidade de Mostar, Bósnia e Herzegovina, que cruza o rio Neretva e liga as duas partes da cidade. A Ponte Velha permaneceu firme por 427 anos, até ser destruída em 9 de novembro de 1993, na Guerra da Bósnia. Logo depois, um projeto foi feito a fim de reconstruí-la, sendo a ponte reaberta em 23 de julho de 2004. Diz a lenda que quando a ponte caiu, as pedras sangraram, fazendo o rio ficar vermelho. Por isso, a ponte virou um dos símbolos da Guerra.

Centro antigo da cidade

DUBROVNIK – CHEGAMOS…

Chegamos na região de Dubrovnik, e resolvi me hospedar em um hotel para curtir a praia, e desta forma estou a 30 Km da cidade amuralhada. O hotel fica em uma baía privada e de praia exclusiva. Chegar e ver o mar na nossa frente, limpo, transparente e de uma azul único: não deu para resistir. Check in, sunga e um bom mergulho para lavar a alma e curtir a vida. A água de 22 graus fez a tarefa facial frente a um sol de 18 graus. A água é bem salgada e boiar é fácil. Dois metros para dentro já estava com 5 metros de profundidade, e se vê tudo lá em baixo como estivesse a 1 metro. Os peixes nadam ao redor da gente, e em certos momentos, eles ficam passando pelas nossas pernas como fossem gatos. Meu filho, que é metido a pescador, iria adorar estar aqui, mas isso ficará para a próxima.

Bom, amanhã o dia começa às 08h30 e Dubrovnik, a cidade amuralhada, é o meu destino. Até lá!

 

Um dia lindo para ver Sibenik, Trogir e Split!

Com o Mar Adriático e um sol fantástico visto da minha janela, começamos o dia rumo ao sul pela Costa Dálmata* para chegarmos a Split. Os dias vêm ficando cada vez melhores! A viagem de Zagreb a Dubrovnik vai em um crescer excepcional. O único que parece não crescer nem diminuir, mantendo-se fiel a nossa viagem, é o vento Bura, que hoje soprou todo o dia. Mas, sinceramente, com o céu completamente limpo graças a ele, e com o sol, o vento fica como um detalhe pífio.

Bom, check-out feito e malas prontas, embarcamos rumo a Sibenik, que fica a 90 KM, aproximadamente 1 hora. A paisagem vai se descortinando à medida que avançamos rumo ao sul. Pelo caminho passamos por várias marinas, enseadas, pequenas baías, ilhas e ilhotas.

SIBENIK  – UMA CIDADE DE BELEZA MEDIEVAL

Chegamos em Sibenik – a primeira cidade, nesta costa, genuinamente fundada por croatas, pois as demais têm origens gregas ou romanas. Nela, podemos apreciar um belíssimo porto natural, guarnecido por um parque de ilhas inabitadas chamado Parque Nacional de Kornati.

A cidade ainda se destaca por ser a primeira da microrregião chamada de Kastela, pois abriga 7 castelos/fortalezas das cidades costeiras que se espalham pela costa, até chegarmos a Split.

Por ser uma cidade cujas origens remontam ao ano de 1066 de nossa era, ela preserva, de forma exemplar, seu centro histórico medieval. Pequenas e finas ruas de pedras cinzas e de tetos de telhas vermelhas compõem um labirinto de escadas, portas e janelas, que pouco a pouco, à medida que o dia ganha força, vão se transformando em lojas, bares, restaurantes e comércio de uso do dia a dia, como cabeleireiros, mini-mercados, etc.

Pequenos alunos da escola do centro se preparando para uma apresentação.

Essa mistura de comércio é a prova de que o centro da cidade é vivo e não só uma atração turística, pois vemos os moradores locais caminharem entre nós, inclusive com apresentações infantis** da escola que fica dentro do centro.

Ali, também me chamou a atenção os gatos (e não só nesta cidade, como nas demais que visitei nesse dia). São milhares deles! Diz a guia que foram introduzidos para conter a peste negra na idade média e foram ficando. Hoje, os habitantes os mantêm pois são mais fáceis do que ter cachorros. Opiniões à parte, o dia seguiu seu rumo saindo de Sibenik para Trogir, através da Estrada Majestral.

ESTRADA MAJESTRAL – AS CORES DO MAR SÃO SUBLIMES

Ao invés de irmos pela estrada convencional, como estamos fora da temporada alta de veraneio (julho e agosto), fizemos o trajeto mais longo, mas infinitamente mais bonito! Fomos literalmente margeando cada curva e cada enseada do litoral através da estrada majestral. Normalmente, as pessoas fazem pela estrada nacional, mais rápida e direta.

Da estrada é possível ver as pedras no fundo do mar!

Ter feito o percurso pela Estrada Majestral foi um presente para os olhos, pois as diferentes cores do mar são sublimes. Um verde turquesa misturado com azul escuro. Simplesmente demais. Sem contar que a água é MUITO LIMPA!

PRIMOSTEN – CIDADE QUE PARECE SER FEITA A MÃO

Nesse trajeto, a mais ou menos 30 minutos, fica a pequena cidade de Primosten, uma ilha ligada ao continente por uma ponte. A cidade parece feita à mão. Do alto da igreja, a cidade vai descendo até o mar. Do porto da foto acima saem os principais veleiros para as ilhas de luxo da região, onde os famosos do mundo passam seus verões em total discrição. De uma breve parada para fotos, seguimos a Trogrid, a cidade museu, também chamada de pequena Dubrovnik ou a Dubrovnik escondida.

TROGIR – UM PEQUENO TESOURO

Conectada por uma pequena ponte de pedra, esta cidade amuralhada e com um castelo/fortaleza na extremidade oeste é um pequeno tesouro. Uma joia, pois guarda no seu interior ruas e casas que nos transportam a era da República de Veneza.

Sua muralha, suas igrejas e praças me fizeram lembrar da atmosfera de Cartagena, na Colômbia, pelos bares, restaurantes, caminhadas calmas onde a cada esquina você vê ou uma muralha ou uma fachada interessante.

Se diz que é a pequena Dubrovnik ou a Dubrovnik escondida pois é um patrimônio da humanidade tombada pela Unesco, e está tão bem preservada como, mas recebe menos turistas, o que faz dela uma cidade tão atraente quanto uma opção mais barata.

Bom de Preço! Almocei um prato de massa com frutos do mar acompanhado de um caneco de 500 ml de cerveja por EUR 13,00.

SPLIT – A CIDADE DE MUITAS ARQUITETURAS!

Essa cidade em resumo: DEMAIS! Muito alegre, muito cheia de vida e única no mundo, pois em nenhum outro lugar poderemos ver, em tão pequeno espaço, tantas arquiteturas diferentes.

A cidade nasceu de dentro de um antigo Palácio do Imperador romano chamado Diocleciano. que o construiu aqui em 240 d.C., para que quando ele se “aposentasse” viesse para cá, região onde nasceu, para descansar e curar seu reumatismo. Com sua morte, o fim do império Romano do Ocidente e as invasões bárbaras, a população local invadiu as ruínas e construiu dentro do palácio uma cidade.

O único e espetacular é que só aqui podemos encontrar prédios de arquitetura grega, arquitetura romana, arquitetura veneziana, arquitetura barroca e arquitetura socialista. Foi aqui que encontrei os vestígios de todas as civilizações e impérios que passaram por este lugar, tudo em um único local maravilhosamente preservado.

Aqui os bares e restaurantes são mais requintados, sofisticados, mais alegres e enchem os olhos.

A cidade com certeza entrou para a lista das minhas preferidas, como Istambul, Samarcanda, Londres, Cairo, Cartagena, Cuzco, São Francisco, Nova Iorque e outras.

*Segundo a guia, a raça de cães dálmata não tem nenhuma relação com o nome da região, apesar de isso contradizer totalmente tudo o que está na internet. Segundo eles, essa raça não é originária da Croácia.
**Na foto, as crianças estão com um chapéu típico local.